Sob o sol, Tchanzinho Zona Norte levanta bandeira da mobilidade em BH
Bloco deu a largada na via sonorizada da Avenida dos Andradas, ao som de "A nova loira do Tchan" e com muito samba no pé dos foliões
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Para alegria dos foliões, a chuva deu trégua, e o céu deste sábado (14/02) amanheceu sem uma nuvem à vista. Sob o sol, o Tchanzinho Zona Norte deu a largada na via sonorizada da Avenida dos Andradas ao som de “A nova loira do Tchan” e com muito samba no pé dos foliões.
Outro sucesso que embalou a multidão foi “Evidências,” em ritmo de carnaval. Ao chegar no refrão, a vocalista deixou a multidão entoar o hino a plenos pulmões.
Pela primeira vez no Tchanzinho, Larissa do Vale, de 31 anos, aproveitou o ritmo do axé e afirmou que vai aproveitar todos os cinco dias de folia. “É maravilhoso, eles estão entregando tudo! Vou curtir todos os dias, não tem como não aproveitar tudo”, afirma.
Para o primeiro dia de carnaval, a assessora jurídica deixou a criatividade tomar conta e fez uma fantasia valorizando a liberdade dos corpos: “A inspiração vem de você permitir deixar a liberdade tomar conta do seu corpo no carnaval”.
O carioca Charles Emmanuel de Barros Marcondes trocou o Carnaval do Rio de Janeiro pelo de Belo Horizonte. “Estava precisando de umas figurinhas novas e meus amigos falaram muito bem do carnaval de BH. A expectativa é muito grande. Eu fiz até fantasia, lá no Rio nem fantasia eu faço”, conta.
Transporte público
Este ano, o bloco desfila com o tema “O Tchanzinho vai de 1508”, uma referência bem-humorada ao deslize do prefeito Álvaro Damião ao citar a extinta linha Nova Gameleira/Santa Cruz durante uma entrevista. Com isso, o cortejo põe em evidência quem circula pela cidade e incentiva o debate sobre transporte público gratuito, de qualidade e acesso aos espaços públicos.
“Vamos celebrar a mobilidade urbana, a inclusão e o respeito”, foi dito no discurso do início do cortejo. Para manter a temática, o bloco convidou os foliões a saírem às ruas com as cores dos antigos ônibus da cidade: azul, vermelho e verde neon.
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A professora Bárbara, de 29 anos, considera importante levar o tema para o carnaval, em especial o debate em torno da “Tarifa Zero”. Além disso, ela acredita na valorização da cultura mineira. Como fantasia, ela se vestiu da flor quaresmeira, tipicamente do cerrado e símbolo de BH: “A gente precisa conhecer mais as flores do nosso cerrado. O carnaval é sobre beleza e a quaresmeira é uma flor linda”.