Caso Alice: Justiça marca audiência para ouvir testemunhas e réus
Audiência de instrução está marcada para 10 de março, segundo TJMG. Um dos réus está preso e o crime, segundo a polícia, foi motivado por transfobia
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A audiência de instrução do caso Alice Martins foi marcada para 10 de março. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5/2) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Um dos réus, Arthur Caique Benjamim, de 27 anos, está preso. Já William Gustavo de Jesus do Carmo, de 20, responde ao processo em liberdade. Alice, mulher trans de 33 anos, foi espancada em 23 de outubro do ano passado na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e morreu em 9 de novembro.
O julgamento de instrução busca colher provas orais de testemunhas e réus a partir dos depoimentos dos envolvidos no crime.
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Segundo o TJMG, as defesas ainda não apresentaram o rol de testemunhas para prestarem depoimentos. A audiência de instrução será realizada às 13h30, no 1º Tribunal do Júri Sumariante de BH.
Relembre o crime
Alice Martins Alves foi vítima de espancamento na madrugada de 23 de outubro na Savassi. Em 9 de novembro, ela foi submetida a uma cirurgia de emergência e morreu por infecção generalizada. De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime foi mascarada por uma conta de R$ 22 não paga pela vítima em uma pastelaria de BH, mas áudios e imagens de câmeras de segurança e a intensidade das agressões comprovaram que Alice foi espancada por transfobia.
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Após a agressão, Alice perdeu a consciência e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul e liberada. Em 2 de novembro, Alice foi novamente levada a um pronto atendimento, onde foram constatadas fraturas nas costelas, cortes no nariz e desvio de septo. No dia 8 do mesmo mês, em nova internação, ela foi diagnosticada com perfuração no intestino.
Arthur e William foram indiciados pela morte de Alice em 4 de dezembro. No dia 10, o 1º Tribunal do Júri Sumariante de Belo Horizonte aceitou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por feminicídio qualificado por motivo fútil.
Procurada pela reportagem, a defesa de Arthur Caique Benjamim não retornou as ligações. Já William Gustavo de Jesus do Carmo não constituiu defesa.
Matéria em atualização*
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Estagiário sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro