O mineiro Leonardo Silva, de 21 anos, natural de Planura, no Triângulo Mineiro, foi condenado a 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) por assassinar Nilza Costa Pingoud de 62 anos.
Ele confessou que matou a ex-patroa e aposentada Nilza Costa asfixiada com um fio, no final de julho de 2023, na residência dela, localizada em Barretos (SP). Em seguida, Silva disse que enterrou o corpo no jardim do local do crime.
Segundo informações da sentença publicada nessa segunda-feira (26/1), "trata-se de delito de latrocínio praticado com extrema frieza e requintes de crueldade contra vítima idosa, seguido de ocultação de cadáver mediante o uso de materiais de construção, condutas que geram profundo clamor social e insegurança jurídica na comunidade local".
A Justiça de São Paulo também determinou que o jovem devolva à família da vítima objetos comprados com o dinheiro dela.
O advogado de defesa de Silva, Luiz Gustavo Vicente Penna, recorreu da decisão.
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"Matei por diversão"
O mineiro foi preso no início de agosto de 2023, cerca de uma semana depois do crime, em Frutal, cidade do Triângulo Mineiro, a cerca de 80 km de Barretos (SP), onde aconteceu o crime.
Na época, ele disse para a imprensa local que matou por diversão.
"Matei gente", disse Leonardo Silva, inicialmente, para imprensa local. Em seguida, ele afirmou também ter agido por vingança. "Um pouco [por vingança] e diversão também", declarou Silva, que acrescentou não estar arrependido. "Nem um pouquinho. Eu vou matar e arrepender pra quê? Que bandido é esse que mata e arrepende depois? Usei o dinheiro. Fiz compras. Valeu a pena".
O delegado responsável pelo caso, Rafael Farias Domingos, informou à imprensa na época que o jovem foi preso que, durante o depoimento, o suspeito demonstrou extrema frieza, nenhum tipo de arrependimento e que agiu por vingança.
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"Ele parece não ligar para as consequências do que ele fez. Não apresenta remorso. Planejou com tempo esse crime e não apresenta nenhum tipo de arrependimento", afirmou Domingos.
O delegado também contou que o suspeito agiu por vingança. "Há cerca de quatro meses, o rapaz foi morar nos fundos da casa de Nilza, que tinha se proposto a ajudá-lo depois que ele se apresentou a ela como travesti. Ela o contratou para fazer serviços domésticos e Silva pediu demissão do emprego anterior", acrescentou.
Ele alega que o crime foi uma vingança, porque ele teria abandonado um emprego anterior para trabalhar na casa da vítima, como serviços domésticos. Mas o combinado acabou sendo desfeito, porque a vítima teria dito que ele não tinha compromisso e o dispensou. Ele ficou sem o emprego anterior, sem lugar pra morar e ficou com muita raiva e começou a planejar a morte dela", contou Domingos.
Morta por asfixia
Após, supostamente, ter sido mandado embora da casa da vítima, o delegado disse ter apurado que, na madrugada para o dia 24 de julho, o suspeito pulou o muro da casa e ficou escondido em um quarto nos fundos. "Quando o dia amanheceu, ele a surpreendeu e a matou por asfixia com um fio", afirmou Domingos.
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Antes de enterrar o corpo no quintal, o jovem contou ao delegado que permaneceu na casa por alguns dias. "Ele teve tempo de obter dados bancários da vítima para fazer compras. Uma moto chegou a ser comprada para ser entregue em um apartamento que ele tinha alugado em Barretos com o dinheiro de Nilza. Ele ainda comprou uma pá em uma loja de construções para cavar o jardim, além de cimento e cal".
