Mesmo com a gravidade da situação com o transbordamento de reservatório da Vale no distrito de Pires, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas, na Região Central do estado, na madrugada deste domingo (25/1), não houve vítimas, como garantem autoridades. Cerca de 260 mil metros cúbicos de água extravasaram de uma cava da mineradora.

A inundação de lama atingiu o escritório, três oficinas e o almoxarifado da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A água chegou a cerca de 1,5 m de altura, interrompeu a captação de água e paralisou as operações. Cerca de 200 trabalhadores foram evacuados.

O volume de água teria passado pela mineradora vizinha, a CSN, e seguido para o córrego Goiabeiras, em Congonhas, que deságua no Maranhão, rio que atravessa a cidade.

O Tenente do Corpo de Bombeiros Leonardo Inácio da Silva explicou ao Estado de Minas que apenas água teria extravasado da cava, mas essa água arrastou lama e sedimentos presentes no solo da mineradora.

De acordo com o militar, o incidente não se tratou do rompimento de uma barragem de rejeitos, mas sim de uma estrutura de proteção de uma cava, também conhecida como sump, dispositivo de contenção de água de chuva, projetado para coletar e armazenar água, lama e sedimentos.

O tenente explicou que o volume acumulado de chuvas dos últimos dias causou o extravasamento e a subsequente falha da leira de proteção. "A princípio, não há riscos de novos rompimentos. O que ocorreu foi que uma leira de proteção de uma cava se rompeu devido à vazão de água das chuvas. O restante do volume está abaixo do nível da terra, o que estanca o risco de novos vazamentos", afirmou.

Cálculos realizados pela topografia da empresa e repassados à corporação indicam que o volume de água extravasado foi de aproximadamente 263 mil metros cúbicos. Apesar da magnitude do volume, o Corpo de Bombeiros confirmou que não houve registro de vítimas, tanto entre funcionários da mineradora quanto na população local.

"Foi feito levantamento por todo o percurso por onde a água passou e não há feridos. O horário do incidente também contribuiu para que não houvesse pessoas atingidas." Quanto a danos ambientais, o tenente ressaltou que análises preliminares de turbidez foram realizadas pela empresa no córrego atingido.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

"Como é um curso d’água onde não ocorre captação para consumo humano, a informação inicial é de que os parâmetros estariam dentro da normalidade, mas órgãos ambientais ainda realizarão fiscalizações específicas para confirmar a extensão dos danos". Estudos para avaliar o impacto nas águas serão feitos nos próximos dias.

compartilhe