Anderson Cabido, prefeito de Congonhas, disse que está surpreso em saber que a estrutura que extravasou na Mina Da Fábrica, da Vale, em Ouro Preto, não estava sendo monitorada. Ele acompanhou os trabalhos de vistoria da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros no local na tarde deste domingo (25/1).
“É uma surpresa para nós que isso não estava sendo monitorado. Deveria estar sendo monitorado porque, ainda que não seja uma barragem de rejeito de minério, é uma barragem de água, um dique que comporta um volume muito grande de água”, disse Cabido em coletiva de imprensa.
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O Prefeito ainda destacou a importância dos órgãos ambientais, uma vez que um possível acidente em Ouro Preto, onde as empresas estão fora de sua jurisdição, poderia afetar o seu município diretamente.
“A nossa capacidade de monitorar as estruturas que não estão dentro do município é muito limitada. A gente precisa do governo estadual nessa hora e dos órgãos ambientais para poder trazer esse tipo de monitoramento”, avalia.
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Segundo ele, foram extravasados cerca de 220 mil metros cúbicos de água de um dique de contenção que carregou lama e minério até a mineradora vizinha, a CSN.
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O prefeito ainda disse que os funcionários da Vale não teriam percebido o extravasamento. A primeira empresa a notar o que aconteceu foi a mineradora vizinha, a CSN, que teve suas estruturas invadidas por água lama.
