Diego Felipe de Jesus, conhecido como “Feijão”, de 36 anos, integrante da torcida organizada Galoucura, foi preso na tarde dessa terça-feira (13/1), no Bairro Universitário, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Ele havia sido condenado, em 30 de março de 2023, a 11 anos de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio, além dos crimes de promoção de tumulto e incitação à violência.
Segundo a Polícia Militar, os militares receberam informações de que o condenado estaria na região com mandado de prisão em aberto. A guarnição localizou o suspeito e cumpriu a ordem judicial. Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.
A condenação é referente a um episódio ocorrido em 4 de março de 2018, horas antes de um clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro pelo Campeonato Mineiro. Na ocasião, uma briga envolvendo cerca de 18 torcedores rivais deixou Cloves Schuartz Henrique de Souza Neves, então com 30 anos, gravemente ferido.
Leia Mais
O torcedor cruzeirense foi agredido com pauladas, chutes e socos em um trecho entre a Avenida Amazonas e a Rua Cura D’Ars, no bairro Prado, na região Oeste da capital. Ele foi socorrido inconsciente e levado ao Hospital João XXIII.
Depoimentos
Os réus prestaram depoimento no julgamento, em 9 de junho no ano do crime. Um deles afirmou ter desferido apenas um golpe na vítima antes de deixar o local. Outro admitiu ter aparecido nas imagens do crime e desferido chutes, mas alegou que teria reagido depois de provocações da torcida rival.
Já outro réu declarou que estava em um ponto de ônibus quando foi abordado por policiais militares e que, posteriormente, teria sido provocado por integrantes da torcida adversária. Ele afirmou ter ouvido pedidos de socorro e que, ao ver a vítima caída, acreditou que estivesse morta, alegando que não teve intenção de agravar os ferimentos.
Ao todo, dez testemunhas foram ouvidas durante o processo. Outras sete foram dispensadas.
Outros desdobramentos
Em janeiro de 2023, outro integrante da Galoucura, Renato Concórdia da Silva, deixou a prisão após a Justiça reclassificar sua conduta para lesão corporal. A decisão considerou que a pena já havia sido cumprida.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Na mesma época, Alan Setti também obteve liberdade depois cumprir pena por lesão corporal, promoção de tumulto e incitação à violência. O quinto acusado, Daniel Tavares de Sousa, ainda será julgado.
