Outro criminoso considerado de alta periculosidade em Minas Gerais,  Madson Gonçalves Ferreira, apontado como chefe da organização criminosa “Curva do Swing”, que atua no Morro do Papagaio, favela da Zona Centro-Sul de Belo Horizonte, foi preso na noite desta segunda-feira (12/01), por policiais militares do GEPAR 4, do 22º Batalhão da Polícia Militar. Ele foi preso no beco M, sua região de atuação.

Segundo informações da PM, Madson Madson se tornou chefe da “Curva do Swing” depois do assassinato de seu irmão, Marcelo Gonçalves Pimenta, em 2023. Marcelo foi morto em consequência da guerra do tráfico no Morro do Papagaio, onde é grande a disputa por territórios na favela.

Madson constava na lista de procurados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). Existe, contra ele, um mandado de prisão preventiva por homicídio.

Madson, segundo informações da PM, além de ser o líder da “Curva do Swing”, coordena o tráfico de drogas e também é o responsável por confrontos armados no Aglomerado do Santa Lúcia.

A região registra conflitos armados da “Curva do Swing” contra gangues rivais,  “Rua H”, “Setor 13” e “dos Ratos”.

Dificuldades

Segundo o Boletim de Ocorrências (BO) da Polícia Militar, a prisão de Madson exigiu muito da corporação, que teve de driblar o complexo esquema de segurança montado em torno do alvo.

“Por estar com o mandado em aberto, ele andava constantemente sob escolta, o que dificultava a aproximação e a prisão”, conta o Tenente Gonçalves, do GEPAR 4, que comandou a operação.

Reincidência

Madson já tinha sido preso anteriormente, em abril de 2025. No entanto, não ficou muito tempo na prisão. Ele tinha sido capturado no estacionamento de um supermercado, mas acabou sendo liberado. Uma história, até hoje, não explicada.

O indiciamento de Madson, por homicídio, ocorreu em 24 de abril do ano passado. Na ocasião, ele tentou enganar a polícia, se apresentando como testemunha do crime. Ele tem também passagens por tráfico de drogas e porte ilegal de armas e munições.

O comando do 22º BPM diz que a prisão de Madson é um duro golpe no crime e tráfico de drogas do Aglomerado Santa Lúcia e que essa prisão deverá reduzir o índice de criminalidade na região.

Madson foi levado para a Delegacia de Plantão, e deverá ser transferido, no mais tardar, até amanhã, para o sistema penal.

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Limpeza

A prisão de Madson é a segunda de um criminoso de alta periculosidade, em Minas Gerais, em três dias. No último sábado, foi preso, em Divinópolis, no centro-oeste do estado, um dos maiores traficantes de drogas de Minas Gerais: Sonny Clay Dutra.

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