Nesta semana, foram registrados dois casos de mortes de crianças em Minas Gerais por afogamentos em piscinas residenciais: em Montes Claros (Norte do estado) e Mathias Lobato, no Leste de Minas. As ocorrências despertaram o alerta sobre a necessidade de medidas que garantam a segurança de crianças em piscinas em domicílios, sítios ou outras propriedades, onde não há serviço de salva-vidas.

As recomendações preventivas em relação aos riscos de afogamento de crianças em piscinas residenciais são destacadas pelo tenente Kollek Pereira, do 7º Batalhão de Bombeiro Militar (BBM) de Montes Claros.

O militar ressalta a importância e a eficácia das medidas preventivas para impedir os afogamentos em seus diferentes graus. Ele lembra que estima-se que mais de 85% dos casos de afogamento podem ser prevenidos pela supervisão, ensino de natação, tecnologia, regulamentação e educação pública.

Conforme o oficial do Corpo de Bombeiros, os cuidados recomendados para prevenir afogamentos de crianças em piscinas e em outros ambientes na área residencial são os seguintes:

- Primeiramente, é essencial ter uma proteção física como grades ou telas específicas para tal nas piscinas físicas das residências. Isso vai impedir e prevenir que crianças e animais domésticos tenham acesso direto à água, evitando o risco de afogamento.

- Durante todo o tempo em que utilizam piscinas residenciais, as crianças devem ser mantidas sob a supervisão de adultos e à distância de um braço. Caso precise se afastar da piscina ou banheira, não deixe a criança sozinha, sem a devida supervisão;

- Áreas de serviço, portas de banheiros ou quintais com piscinas devem ter acesso restrito;

- Caixas d’água, poços, sanitários, cisternas, máquinas de lavar ou qualquer recipiente com água devem estar fechados;

- Recipientes diversos: tanques, bacias ou banheiras além de baldes, mesmo que parcialmente preenchidos, devem ser esvaziados, isso evita o afogamento de bebês que estão engatinhando.

Piscinas fora de casa 

- Durante todo o tempo em que utilizam piscinas de uso comum, as crianças devem ser mantidas sob a supervisão de adultos e à distância de um braço, mesmo na presença de guarda-vidas;

- Utilize piscinas de uso comum com guarda-vidas certificado pelo Corpo de Bombeiros devidamente equipado;

- Sucção de cabelo e partes do corpo deve ser evitada com uso de ralos anti aprisionamento e precauções como o desligamento do funcionamento da bomba;

- Não execute brincadeiras que aumentem o risco de trauma e perda súbita da consciência;

- Não execute mergulhos de cabeça em locais rasos nem faça competições de prender a respiração embaixo d’água.

Recomendação importante: em caso de afogamento é essencial não perder tempo. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente pelo telefone 193 e também o Samu, pelo telefone 192.

O afogamento pode ocorrer em diversos graus a depender da gravidade e para cada grau o tratamento é diferente. 

Enquanto as equipes de resgate ainda não estiverem presentes na cena, de modo geral, se a vítima estiver tossindo sem presença de espuma na boca, ela deve ser aquecida e tranquilizada. Caso haja além da tosse a presença de espuma na boca e/ou nariz, a vítima deverá ser posicionada deitada sobre seu lado direito e aquecida. Se a vítima já estiver evoluído para uma parada cardiorrespiratória, quem estiver no local deverá iniciar os procedimentos de Reanimação Cardiopulmonar até a chegada do serviço de emergência que  assumirá os procedimentos.

Afogamentos de crianças

Um menino, de dois anos, socorrido depois de afogar numa piscina e que estava internado na Santa Casa de Montes Claros (MG), no Norte do estado, morreu na madrugada desta sexta-feira (9/1).

Na manhã da última quarta-feira (7/1), o garoto se afogou numa piscina infantil na casa da família, no Bairro José Correa Machado. Inicialmente foi levado pelos familiares para o posto de Estratégia de Saúde da Familia (ESF) do mesmo bairro.

Após sofrer parada cardiorrespiratória, o menino foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu). Na sequência, foi intubado, estabilizado e levado para a Santa Casa de Montes Claros, onde foi internado em estado grave, respirando com a ajuda de aparelhos. A criança não resistiu e morreu na madrugada desta sexta-feira (9/1).

Também na tarde de quarta-feira (7/1), uma menina de três anos morreu afogada em uma piscina em Mathias Lobato (MG), na Região do Vale do Rio Doce. Conforme testemunhas, a vítima entrou no imóvel vizinho à casa dela por um portão de garagem entreaberto, sem que os pais ou outros moradores percebessem.

No imóvel, há um bar voltado para a rua, enquanto a piscina fica no quintal, nos fundos. Quando o proprietário retornou, avistou a criança submersa. Ele e a companheira prestaram os primeiros socorros e chamaram os pais da menina.

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O grupo levou a criança ao posto de saúde do município. A equipe médica constatou que o quadro dela era grave e providenciou a transferência para o Hospital Regional de Governador Valadares (MG), na mesma região. No entanto, a menina morreu ao dar entrada na unidade de saúde.

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