Estão mortos os mineiros que estavam desaparecidos em Santa Catarina, no Sul do país. A informação foi repassada à família por meio da Polícia Civil catarinense, segundo relataram parentes das vítimas. A mãe de um dos rapazes e uma prima de outro jovem confirmaram as mortes.

Desde o último domingo (28/12), a Polícia Civil investigava o desaparecimento de quatro amigos, três do Sul de Minas e um do interior de São Paulo, que estavam em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis (SC). Eles haviam se mudado para o estado no Sul do país para trabalhar como garçom.

Quem são as vítimas?

  • Bruno Máximo da Silva, de 28 anos, de Guaranésia (MG)
  • Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, de Guaranésia (MG)
  • Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, de Guaxupé (MG)
  • Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, nascido em Araraquara (SP)

A mãe de Pedro Henrique, Sílvia Prado de Oliveira, confirmou a morte do filho. Já uma prima de Daniel Luiz, que não quis se identificar, também afirmou que a família recebeu a notícia. “Infelizmente recebemos agora há pouco a informação de que foram encontrados sem vida”, relatou.

Os últimos contatos dos jovens com as famílias ocorreram no fim de semana anterior ao desaparecimento. Roberta, mãe dos dois filhos de Bruno, de 1 e 3 anos, contou que falou com ele na madrugada de domingo. Segundo ela, à 1h28 perguntou se o jovem estava acordado e recebeu resposta às 3h35. Depois disso, uma mensagem enviada às 5h31 não foi mais entregue. “Estamos todos desesperados, sem saber o que realmente aconteceu”, afirmou.

Roberta também conseguiu acessar as redes sociais de Bruno. Em uma mensagem enviada pelo Instagram, ele disse a uma mulher que iria à praia ver o nascer do sol, afirmando que “estava muito louco” e que não conseguia permanecer no apartamento. Antes disso, o jovem havia convidado um amigo para ir ao Centro da cidade. Uma câmera de segurança registrou o que seriam as últimas imagens dele, caminhando com outro rapaz, usando camisa e boné brancos, enquanto falava ao telefone.

No caso de Guilherme, as últimas mensagens foram enviadas à mãe na noite de sábado. Ele informou que havia acabado de chegar a uma praia acompanhado de Daniel. Desde então, não houve mais contato.

Boatos que circularam nas redes sociais apontavam que os jovens teriam sido mortos por uma facção criminosa, mas a Polícia Civil de Santa Catarina não confirmou oficialmente essa versão. A irmã de Guilherme, Laís Almeida, afirmou que a família entrou em contato com a corporação e foi informada de que, até então, nenhuma informação oficial havia sido divulgada.

A família de Guilherme chegou a organizar uma vaquinha para custear a viagem da mãe até Santa Catarina, com o objetivo de acompanhar as investigações de perto. Segundo Laís, o irmão havia conseguido um novo emprego em uma empresa de maquinário pesado e começaria a trabalhar na próxima segunda-feira (5/1). “Meu irmão era trabalhador, honesto e não tinha envolvimento com o crime. Ele não teria ido para lá se não fosse para trabalhar”, afirmou.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Estado de Minas aguarda agora informações oficiais da Polícia Civil sobre as circunstâncias das mortes e a localização dos corpos.

compartilhe