Plano de ataque a escolas e igrejas: adolescente é sentenciado; entenda
Pornografia infantil e extrema violência contra pessoas e animais estavam no raio de atuação de comunidades virtuais lideradas pelo adolescente
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A Justiça aplicou, nessa quarta-feira (28/1), a um adolescente de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a medida socioeducativa de internação em estabelecimento educacional pelo prazo mínimo de dois anos após ele planejar ataques a igrejas e escolas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29/1) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Segundo a representação da 4ª Promotoria de Justiça de Ituiutaba, o adolescente exercia papel de liderança em comunidades virtuais fechadas, conhecidas no ambiente digital como “panelas”, compostas por indivíduos de diferentes regiões do país.
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Pornografia infantil e extrema violência contra pessoas e animais
"Os integrantes mantinham vínculo entre si, com divisão funcional de tarefas, direcionadas ao incentivo e planejamento de atos de terrorismo doméstico, ao compartilhamento de material pornográfico infantil e à prática de condutas de extrema violência contra pessoas e animais", informou o Ministério Público, responsável pelo pedido de internação.
"A estabilidade e a permanência da associação restam evidenciadas pelas interações contínuas registradas entre os meses de novembro e dezembro de 2025, pela coordenação logística voltada à obtenção de armamentos, fabricação de artefatos incendiários e articulação com grupos estrangeiros, com o objetivo de conferir repercussão internacional às ações violentas planejadas pela célula liderada pelo adolescente", aponta o promotor de Justiça Felipe Issayama.
O adolescente permaneceu internado durante a instrução processual e teve negado o direito de recorrer em liberdade.
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Nas interações do grupo, foram encontrados planejamentos de ataques a templos religiosos, de massacres em escolas, de sequestro e tortura de pessoas em situação de rua, além de vídeos com mutilações de animais e armazenamento e distribuição de pornografia infantil. Também foram verificadas condutas como indução à automutilação e ao suicídio e prática de atos libidinosos sob ameaça.
"As conversas revelam motivação baseada em ódio racial e religioso, com reiteradas manifestações de ideologia nazista e declarações hostis direcionadas a evangélicos. O representado destacou-se pela posição de liderança, incentivando a todo momento a violência e fornecendo instruções técnicas para a execução de ‘massacres’ coordenados em diferentes unidades da federação", alerta o promotor de Justiça.