Transbordamento em minas: Vale garante que barragens são estáveis e seguras
Agência Nacional de Mineração confirma que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens
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A Vale garantiu nesta segunda-feira (26/1) que o transbordamento de água, em duas de suas minas, nesse domingo (25/1), na Região Central do estado, não envolveu nenhuma barragem, dique ou estrutura de contenção da empresa. A Agência Nacional de Mineração (ANM) também confirmou que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens da empresa, decorrente das ocorrências em Ouro Preto e Congonhas.
O vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar, explicou que o grande volume de chuvas dos últimos dias, na região, foi responsável pelo extravasamento de água das minas de Fábrica e Viga. Além disso, ressaltou que os eventos foram independentes.
Bittar destacou que a média de chuvas para janeiro é de 300 mm na região. “Nos últimos três, quatro dias, tivemos cerca de 280 mm, ou seja, choveu de uma maneira concentrada, e o plano de chuva não foi suficiente nesses dois locais para absorver toda essa chuva, permitindo alguns problemas pontuais.”
Segundo ele, a empresa faz estudos para avaliar os impactos causados pelos transbordamentos. Porém, frisou que não houve falha em barragens, dique ou estrutura de contenção.
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Ações de prevenção e manutenção de estruturas
Em nota, a Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo foram contidos. Ninguém ficou ferido, e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.
“Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, sete dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra)”, disse.
A empresa destaca ainda que faz, periodicamente, ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas. “A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.”
A Agência Nacional de Mineração também informou, por nota, que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens ou pilhas de mineração nas ocorrências registradas em áreas da empresa, no Complexo mina de Fábrica, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, e na mina Viga, em Congonhas.
“No Complexo Mina de Fábrica, o evento esteve associado à infraestrutura instalada em área da operação, sem caracterização de falha estrutural em barragens ou pilhas de mineração. Na mina Viga, foi registrado extravasamento de água no sump (estrutura de drenagem). Equipes de fiscalização estão no local das ocorrências, sem registro de bloqueio de vias ou de atingimento de comunidades”, destacou.
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A ANM ressalta que as duas situações são acompanhadas por equipes técnicas da agência, com verificação das condições de funcionamento das estruturas envolvidas e das medidas adotadas pelo empreendedor. “A apuração de responsabilidades integra o processo regulatório, com aplicação das sanções cabíveis, caso sejam constatadas irregularidades, nos termos da legislação vigente.”