Polícia de SC aguarda conclusão dos laudos de corpos de mineiros
Saber como as vítimas foram mortas pode ser muito importante para desvendar o caso, afirma delegado. Corpos foram encontrados em cemitério de facção criminosa
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A Polícia Civil de Santa Catarina aguarda, através da Delegacia de Biguaçu, na Grande Florianópolis, a conclusão dos laudos periciais de necropsia que indicarão a causa das mortes dos três mineiros e do paulista cujos corpos foram encontrados na manhã do último sábado (3/1) pela Polícia Militar no Bairro Fundos.
Eles estavam desaparecidos desde a madrugada de 28 de dezembro e foram encontrados em um terreno que é conhecido como "cemitério de desova" de facções criminosas catarinenses.
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Segundo o delegado Pedro Mendes, chefe da Polícia Civil da Grande Florianópolis, nenhuma hipótese está descartada. Até o momento, não se descobriu uma motivação para o crime.
Uma das prioridades, segundo o delegado, é conhecer quem era cada uma das quatro vítimas da chacina de Santa Catarina: Bruno Máximo da Silva, de 28 anos; Daniel Luiz da Silveira, de 28; Guilherme Macedo de Almeida, de 20; e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19.
A colaboração da Polícia Civil de Minas Gerais é considerada fundamental pelo delegado Pedro Mendes. “Estamos em contato direto, pois o passado de cada um delas pode ter haver com o crime.
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Foi muito importante, segundo o delegado catarinense, a informação passada pela Sejusp de Minas Gerais, de que duas das quatro vítimas já tinham passagens pela polícia.
Bruno tinha quatro registros no sistema prisional mineiro entre agosto de 2019 e dezembro de 2023. Pedro, por sua vez, esteve preso uma vez, por apenas um dia, em julho de 2024, mas saiu após alvará de soltura concedido pela Justiça.
Os motivos das prisões, no entanto, não foram revelados pelo delegado para que não atrapalhem as investigações, pois podem ser determinantes para a motivação do crime e de se chegar aos criminosos.
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“Nenhuma hipótese é descartada para circunstâncias e motivação para os crimes”, diz o delegado.