Belo Horizonte registra baixa cobertura vacinal contra o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é que se chegue a pelo menos 95% de imunização, mas a capital mineira está com 74,2%. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) reforça a importância da vacinação para se proteger contra o vírus.
De acordo com a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica, Tatiani Ferreguetti, o número se dá pela baixa adesão das pessoas em tomar a segunda dose, pois muitos deixam de fazer em razão do desconhecimento de que a vacinação seja algo importante.
“A preocupação é com o aumento da circulação de pessoas, principalmente neste período de férias, festividades e, mais adiante, carnaval, pois teremos a entrada de pessoas adoecidas no país e, consequentemente, aqui no município, o que pode ser um risco devido à baixa cobertura vacinal”, aponta a epidemiologista.
A proteção é feita com o imunizante tríplice viral, que também previne contra a caxumba e a rubéola, e está disponível durante todo o ano nos 153 centros de saúde da capital e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.
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Crianças devem receber duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Já adolescentes e adultos até 29 anos precisam de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações. As pessoas de 30 a 59 anos devem ter ao menos uma dose registrada.
Em idosos com 60 anos ou mais, a vacinação pode ser indicada em situações de risco. Os trabalhadores de áreas da saúde também devem tomar duas doses, independentemente da idade.
“É super importante alertar também os profissionais de saúde para que eles fiquem atentos, identifiquem os sintomas e as possíveis notificações de casos suspeitos para que consigamos atender de forma adequada em nossa rede e evitar que a transmissão aconteça entre a população”, finaliza a Tatiani Ferreguetti.
O imunizante é contraindicado para gestantes e bebês menores de seis meses. Outras informações sobre a doença, como os principais sintomas, podem ser verificadas no portal da PBH.
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O sarampo é uma doença altamente contagiosa e de notificação obrigatória, com potencial para desencadear complicações como pneumonia e lesões neurológicas e, em casos graves, levar à morte.
Aumento de casos
De acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entre setembro de 2024 e 2025, houve um aumento de 34 vezes em relação ao ano passado, quando 10 países das Américas registraram ocorrências da doença, ao todo, mais de 10 mil confirmações e 18 mortes.
No Brasil, foram registrados 38 casos da doença e Minas Gerais não registrou nenhuma ocorrência. Os estados com incidência do vírus foram:
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Tocantins: 25 casos
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Mato Grosso: 6 casos
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Rio de Janeiro: 2 casos
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São Paulo: 2 casos
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Distrito Federal: 1 caso
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Maranhão: 1 caso
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Rio Grande do Sul: 1 caso
Documentação
As aplicações em BH são realizadas mediante avaliação do histórico vacinal de cada pessoa, conforme as orientações específicas por idade. É essencial levar a caderneta de vacinação para verificação das doses aplicadas e possível atualização. Além disso, é necessário apresentar um documento oficial com foto e CPF.
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(Com informações de Flor Sette Câmara e Agência Brasil)
