Hugo Pimenta (E) alega que teve participação somente na morte de um dos fiscais do trabalho -  (crédito:  Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

Hugo Pimenta (E) alega que teve participação somente na morte de um dos fiscais do trabalho

crédito: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

O empresário cerealista Hugo Alves Pimenta, delator da trama que resultou na morte de três fiscais do trabalho e do motorista do Ministério do Trabalho, em 2004, foi preso na madrugada desta terça-feira (13/02). A ação da Polícia Federal (PF) ocorreu na cidade de Campo Grande (MS). O crime conhecido como "Chacina de Unaí" ainda tem um condenado foragido, Norberto Mânica, apelidado de o "rei do feijão", porque era o maior produtor do grão nos anos 2000.


"O criminoso tinha mandado de prisão em aberto e, no momento da prisão, estava com um passaporte falso. Condenado a 96 anos de prisão, teve a pena reduzida devido a um acordo de delação premiada. Durante o julgamento, ocorrido em 2015, ele confessou a sua participação no crime", informou a PF.

No dia 28 de janeiro de 2004, os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, foram assassinados a tiros em uma estrada rural durante uma fiscalização a fazendas no município de Unaí, no Noroeste de Minas, a 600 quilômetros de Belo Horizonte.

No processo, que teve as primeiras condenações em 2015, o Ministério Público Federal chegou a acusar nove pessoas pelo crime.

Mandantes e executores

Erinaldo de Vasconcelos Silva e Rogério Alan Rocha Rios foram condenados por serem os pistoleiros que executaram os fiscais. Willian Gomes de Miranda agiu como motorista da quadrilha. José Alberto de Castro e Hugo Alves Pimenta seriam os cerealistas que planejaram os assassinatos. Os irmãos Norberto (fazendeiro) e Antério Mânica (ex-prefeito de Unaí) são considerados os mandantes. Norberto está foragido. Chico Elder Pinheiro, que contratou os pistoleiros para o crime, morreu na prisão em 2013, sem ser julgado. Humberto Ribeiro dos Santos teria apagado os rastros da quadrilha e já teve a pena prescrita.