Os presos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Juiz de Fora, na Zona da Mata, serão transferidos para presídios nas cidades de Uberlândia e Uberaba, no Triângulo, e Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

O pedido de transferência foi feito devido ao aumento nos confrontos entre a facção paulista com integrantes do Comando Vermelho (CV) em Juiz de Fora. O avanço do narcotráfico na região e a disputa de organizações criminosas tem elevado o número de ocorrências na Zona da Mata.

Durante audiência da Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nessa segunda-feira (6/11), o comandante da 4º Região Militar de Juiz de Fora, coronel Marco Aurélio Zancanela do Carmo, confirmou que bandidos ligados ao PCC chegaram a Juiz de Fora a partir de 2020.



Historicamente, segundo ele, habitantes da Zona da Mata compravam drogas de fornecedores do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Em 2022, começou a disputa entre os bairros Santo Antônio e Vila Ideal.

“Se você tem uma facção atuando, há uma tendência de disputa. A disputa fora da lei envolve homicídios, e começa uma onda de crimes”, afirmou.

A deputada Delegada Sheila (PL), citou as notícias sobre assassinatos no sistema prisional da cidade, em decorrência de disputas de facções. “É uma realidade que nos preocupa. Historicamente os presídios são nascedouros de facções criminosas”, reforçou.

De acordo com o diretor regional da Polícia Penal da 4º região, Jefferson de Alcântara, os presos estão sendo separados. Criminosos ligados ao Comando Vermelho, que estão em maior número, estão permanecendo em Juiz de Fora. Já os do PCC estão sendo transferidos.

“Chegamos a ter conflitos, mas isso ainda está em apuração. Mas antes que houvesse outros problemas no complexo penitenciário de Juiz de Fora, optamos por separar”, afirmou. Também foi aberto, segundo ele, um pavilhão em Muriaé, na Zona da Mata, para abrigar os líderes do Comando Vermelho. A 4ª região, de acordo com Jefferson Alcântara, tem 3.701 vagas e 5.400 presos.

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