Elas estão quase lá, preparando-se para materializar o acalentado sonho da maternidade. Flávia Mitre, Fernanda Lages e Geórgia Brant têm muito em comum: são da mesma geração, casaram-se quase na mesma época, engravidaram com facilidade e estão à espera do primeiro filho. Com histórias similares, também guardam expectativas semelhantes nesse primeiro Dia das Mães.

Alegria, importância, preenchimento interior são os sentimentos que perpassam o coração de Flávia, grávida de sete meses de um menino que se chamará Otávio, como o pai. Ele é fruto de um relacionamento de oito anos do casal, incluindo o namoro e o casamento realizado em abril de 2025, em Oliveira, na Região Centro-Oeste de Minas, sua terra natal.

“Tenho me sentido muito especial como gestante. Este será o primeiro Dia das Mães de muitos outros que virão pela frente. Fui até convidada pela Brasil em Gotas, marca com a qual trabalho, para fazer parte da sua campanha para a data”, conta.

Aos 39 anos, a empresária ressalta que, ao longo do tempo, ciente do grande desejo de ser mãe, foi se organizando profissionalmente e emocionalmente para chegar a essa etapa. “Há cerca de um ano, dei uma atenção especial à minha saúde com relação à nutrição, prática de exercícios físicos e acompanhamento médico. Queria estar saudável para viver todos os processos da gravidez tranquilamente.”

E é o que vem acontecendo, contra todos aqueles que a alertaram para os “perigos” e “dificuldades” de uma gestação tardia. Ao contrário, logo que interrompeu o método contraceptivo, engravidou. “Acho que as coisas chegam para a gente na hora certa e, dessa forma, tudo flui naturalmente, sem ansiedades”, reflete.

Dona de uma agência especializada em marketing de influência, enquanto atende os clientes, ela se cuida e prepara o quartinho do Otávio, cujo tema será uma brincadeira em torno da bicicleta. Flávia acredita que está equipada para educar um filho diante das adversidades do mundo atual. “Uma família estruturada, com valores, princípios e fé, é um instrumento eficaz para a formação de uma criança. Penso que o pai e a mãe têm que estar sempre por perto, observando e acompanhando cada etapa.”


Gravidez ensaiada

Parece improvável, mas a adoção de uma cachorrinha foi o ponto de partida para que Fernanda Lages e Rafael Viegas levassem à frente o projeto de serem pais, que começou a ser construído quando eles iniciaram o namoro, há sete anos. “A Bacana exerceu um papel fundamental para entendermos a política de cuidados compartilhados, a responsabilidade de atender um ser que depende da gente e tem suas rotinas”, explica Fernanda, de 38, cujo bebê, Antônio, está programado para chegar em junho.

“A gente brincava com esse nome em conversas casuais e, logo depois do nosso casamento, em outubro de 2024, o plano foi avançando e se tornou um objetivo. A gravidez da minha cunhada também influenciou no processo”, revela.

Porém, algumas questões empanavam a questão. Diabética desde os 12 anos, aos 27 ela passou por uma ooforectomia, com a retirada do ovário esquerdo devido a problemas com endometriose. “Tinha medo de almejar a maternidade, não sabia se o meu corpo estaria apto para uma gestação. Fui investigar a minha saúde para compreender como estava fisicamente e olhar a realidade da situação”, pontua.
A boa surpresa é que, como o quadro era promissor, logo que retirou o DIU, engravidou no mês seguinte. A gravidez em uma mulher diabética tipo 1 envolve alguns sacrifícios e cuidados redobrados, particularmente com a alimentação, para manter a glicose em nível propício ao perfeito desenvolvimento do feto.

Mas, para Fernanda, tudo está valendo a pena e cada ritual vem sendo cumprido com alegria. Especializada em educação bilíngue, ela viajou até o mês passado para prestar suas consultorias. “Meu sentimento atual é o de ser uma pré-mãe. No momento, o bebê está sujeito a mim e às minhas circunstâncias. Depois, é outra camada, o compasso será o dele”, observa.

Nesse ponto, existe uma grande curiosidade em termos do nascimento, quando a maternidade se tornar tangível com todas as dinâmicas que trará. “Acho que a gravidez é um ensaio para ser mãe”, define.

Outra questão que lhe passa pela cabeça é colocar um filho, um futuro homem, no mundo. “Espero que possamos transmitir a ele valores sólidos de forma que possa julgar o ético, o correto a partir dos exemplos e comportamentos que terá dentro de casa. Pretendo criar um homem íntegro, capaz de cuidar de si próprio, que saiba o que fazer para carregar o peso existencial, emocional, doméstico da sua vida em todos os aspectos”, resume.


Rede de apoio


A estilista Geórgia Brant, de 34, chegou do Japão na semana passada e já entrou em um ritmo de trabalho intenso, preparando a coleção que estará, em breve, nas araras da sua loja. Entrando no sétimo mês de gravidez, ela conta que tem sido atravessada por vários sentimentos.

Embora estivesse se preparando para ser mãe, não esperava que isto ocorresse logo na primeira tentativa. Sonhava com uma menina, mas, quando o ultrassom revelou o sexo do bebê, ficou baqueada diante da complexidade que é criar uma mulher no cenário atual. E, até agora, não resolveu qual será o nome – o casal está esperando o seu nascimento para ver a carinha e escolher.

“Primeiro, a gente se sente perturbada quando vem o resultado do teste de gravidez, porque é algo definitivo e a gente sabe que a vida da gente vai mudar, e muito. Depois, achei que ia ser um menino, assim como todo mundo perto de mim. Aí vem uma menina. E o nome dela, por enquanto, é Neneca. Está difícil conciliar as minhas escolhas e as do Evandro no momento”, explica, divertida.

Mas, tirando essas circunstâncias, Geórgia confessa que está vivendo a maior emoção da sua vida. “Vou passar este Dia das Mães como uma supermãe. Estou me sentindo linda, gostei de ter engordado um pouco, sou uma grávida afrontosa, só uso barriga de fora”, garante.

Outro lado positivo, segundo ela, é o envolvimento com a comunidade das mães. “Tenho amigas que estão passando por essa etapa, outras que já tiveram seus filhos e estou interessada nessa conversa, quero aprender e trocar muito com elas. É um novo universo e manter uma rede de apoio é muito importante.”

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Como empreendedora solo, Geórgia sabe que será difícil equilibrar os pratinhos. “Alguns, certamente, vão quebrar. Tenho uma equipe maravilhosa e quero aproveitar bem os primeiros meses da minha filha. Se as vendas caírem, depois recuperamos.”

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