Requinte: Bárbara Bela cria coleção inspirada no reinado da Rainha Vitória
A coleção é uma referência poética ao esplendor e ao avanço cultural durante o reinado da rainha, que viveu de 1819 a 1901
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Quando designers experientes e criativos buscam inspiração em um reinado de mais de seis décadas, e na influência que ele exerceu na cultura mundial de uma pequena ilha do mar do Norte, o resultado não poderia ser outro que não uma coleção digna de rainhas. Foi assim que nasceu Império, o inverno 2026 da Bárbara Bela.
A coleção é uma referência poética e elegantemente sóbria ao esplendor e ao avanço cultural durante o reinado da Rainha Vitória, que viveu de 1819 a 1901. Durante seu reinado, o amor ganhou contornos de eternidade. Foi um tempo de romances vividos com intensidade e declarados com delicadeza nas cartas, na música e nas artes.
Nos romances de Charles Dickens, o amor surgia firme e transformador, retratado com lirismo, envolto em luz suave e na natureza exuberante. Nas óperas, o sentimento era arrebatador, quase impossível de conter. A Era Vitoriana acreditava no amor como promessa — intensa, leal e duradoura. Um sentimento que atravessa séculos com beleza.
Respeitando a época que inspirou a coleção a marca escolheu uma forma vitoriana para descrever os estilos, tecidos, cartela de cores, detalhes etc: como se fosse uma peça de ópera, dividindo os temas em atos.
ATO I — AS RENDAS
O diálogo entre a arte e o poder feminino inspirou a nova coleção. E uma das linhas tem como protagonista absoluta a renda, ora usada como fundo, ora como destaque principal, ora como textura, mas sempre dando a atmosfera de romantismo que a renda transmite. Presente nas grades, no piano de renda e aplicada nas camadas das roupas que filtram luz e criam profundidade. Elemento estruturante do DNA da marca ao longo de cinco décadas, a renda é assinatura incontornável da Barbara Bela — reinterpretada com desenho atual, construção precisa e sofisticação silenciosa. Segundo a estilista Vania Nielsen, “a renda é mais do que um ornamento. É herança. É identidade. É continuidade da história da marca. A cada entrada da renda, há um ato de presença”.
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ATO II — OS TECIDOS
Jacquard dourados, quase ouro, ou pretos com verniz surgem como símbolos de imponência; a seda traz uma leitura moderna e domínio de seu estilo — não territorial, mas pessoal. O conceito Império é a elegância que ocupa espaço sem pedir licença. O pied-de-poule tem nova leitura contemporânea em casacos modernos, calças amplas e vestidos para coquetel ou casual chic.
O tafetá voltou leve, mantendo a estrutura encorpada, textura firme e leve brilho acetinado. O tecnológico une inovação, leveza estratégica e sofisticação estética. A organza adiciona profundidade e movimento. O gazar é valorizado por criar silhuetas arquitetônicas, refletindo a luz de forma intensa. O veludo destaca sua presença como tecido que evoca dramatismo e elegância.
ATO III — AS CORES
O tom vinho é imponente, com unidade cromática e forte presença visual — um neutro refinado e alternativa ao preto. O rosa aparece em versão delicada e elegante. Os eternos azuis surgem ora profundos, ora claros e fluidos. O preto reafirma sua força, enquanto off white e branco se consolidam como neutros sofisticados. Os xadrezes e o pied-de-poule têm presença marcante, e o veludo destaca-se em tonalidades como vinho profundo (burgundy), preto e azul.
ATO IV — AS PEÇAS E AS FORMAS
Como novidade para festas, estão os corsets e as anquinhas. Fluidos, plumas, bordados delicados e tarquinados compõem uma coleção feminina e impactante. Na moda de luxo — especialmente nos vestidos de festa — o olhar está no caimento elegante e na valorização da silhueta, com cortes precisos e acabamento sofisticado. Vestidos, calças e jaquetas se revezam em peças para festas, casamentos e formaturas, além de coquetéis ou casual chic, abraçando com destaque os momentos especiais. O trench coat retorna nesta temporada com propostas em jacquard dourado e preto, em um mix de tradição e reinvenção.
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O ESPAÇO
Merece destaque o local escolhido para produção das fotos. Ligando moda e arte como um fio condutor, seguindo o moodboard, a coleção mergulha no universo da ópera. O photoshooting foi realizado em cenários do acervo cenográfico do Palácio das Artes, em Belo Horizonte — um espaço de riqueza estética onde as peças cenográficas representam o tempo, ampliando a narrativa. Assim como os vestidos Barbara Bela são peças criadas para impactar e emocionar, tapadeiras, móveis e adornos enfeitam e compõem o amplo espaço que abriga o acervo cenográfico de forma imponente e delicada. Tanto na primorosa coleção Império, como nos palcos, os modelos e os figurinos são verdadeiras obras de alta-costura: bordados minuciosos, modelagens estruturadas, tecidos nobres e acabamento irrepreensível. Elementos de cena, como o piano de renda, criam uma atmosfera de grandiosidade, riqueza, perenidade e destacam a época. A coleção dialoga com essa tradição e com a força da mulher que entende seu lugar de protagonismo. Há mais de 50 anos, a Barbara Bela veste momentos especiais: dos 15 anos às formaturas; dos coquetéis aos grandes eventos de gala; dos almoços sofisticados aos encontros especiais e nos casamentos veste elegantemente mães de noivos, madrinhas e, de forma especial, até mesmo noivas.