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Floresta invertida: Fabiana Queiroga assina coleção especial para Donatelli

Empresa lançou A Floresta de Cabeça para Baixo, coleção assinada pela artista plástica goiana

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Um dos itens importantes para compor a decoração de uma casa, escritório, hotel etc. são os tecidos. A escolha do tecido que será usado nas cortinas estofados, cabeceira das camas, almofadas, cadeiras etc, compõe o estilo do ambiente e dá o tom, o clima e o aconchego ao ambiente. Uma empresa que é referência no país em tecidos para decoração é a Donatelli que lançou, na 15ª Semana de Design de São Paulo – que aconteceu na primeira quinzena de março –, A Floresta de Cabeça para Baixo, coleção assinada pela artista plástica goiana Fabiana Queiroga.

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Composta por seis padrões inéditos, a série transforma território, memória e arte em linguagem têxtil. Sob curadoria da jornalista e diretora-criativa Denise Gustavsen, idealizadora do projeto, a coleção propõe uma leitura sensível e contemporânea sobre o Cerrado, bioma fundamental para o equilíbrio climático do planeta e, ao mesmo tempo, um dos mais ameaçados do Brasil.


Ao transitar entre arte e design, Fabiana Queiroga, que traz o bioma enraizado em sua narrativa artística, focou seu olhar para o que permanece oculto e transforma superfícies em camadas têxteis capazes de ultrapassar a função decorativa.


As estampas nasceram da pesquisa da artista sobre a paisagem, de registros naturais e processos gráficos que exploram veios, cascas, rastros e sobreposições, criando tecidos que são verdadeiras narrativas poéticas. O resultado são obras que dialogam com projetos de interiores atentos à percepção, à presença e ao significado. “Entre raiz e tramas, minha arte é gesto manual, que transforma cenário em superfície latente”, diz a artista.


Inspirada no conceito da “floresta de cabeça para baixo”, nome dado ao vasto sistema de raízes subterrâneas onde se concentra a maior parte da biomassa do Cerrado, a coleção abre espaço para esse mundo invisível, responsável por armazenar água, capturar carbono e sustentar ecossistemas inteiros, torna-se metáfora central do projeto, revelando que a verdadeira força da paisagem reside abaixo da terra.


“Há um mundo extraordinário no Cerrado. Lar de cerca de 5% de todas as espécies animais e vegetais da Terra, o bioma esconde um segredo abaixo do solo: os extensos sistemas de raízes espinhosas, que atuam como sumidouro de carbono, além de armazenar água das chuvas sazonais em câmaras subterrâneas para enfrentar a seca e os incêndios naturais, e alimentar bacias hidrográficas da América do Sul. Todo esse ecossistema, o mais rico em biodiversidade do planeta, está ameaçado pela crescente perda de território e por queimadas, comuns em época de seca, mas agora cada vez mais devastadoras. Diante de crises, como a climática, é simbólico que a arte desponte como um manifesto poético em defesa da vida”, diz a jornalista e curadora Denise Gustavsen.


Segundo Denise, “Marcada por forte apelo dramático, a nova coleção (...) expressa essa declaração. (...)A artista goiana traz na lembrança as cores, aromas, texturas, formas e toda espécie de encantamentos que percorreram seu tempo por lá. Com os sentidos à flor da pele, gostava de mirar a vegetação seca, os galhos retorcidos, salpicados pelo fogo, os animais, e se deliciar com a regeneração das plantas e o perfume único da chuva na terra.”


SERTÃO E CARBONO

Denise explica que “A coleção se estrutura a partir de dois movimentos complementares, Sertão e Carbono. (...) Sertão revela a exuberância do bioma por meio de cores, texturas e espécies, evocando a riqueza da flora e da fauna brasileiras. Os padrões Casca e Sertão desenvolvem grafismos orgânicos e composições fluidas. Já Carbono assume um registro mais denso e silencioso, refletindo as marcas do desmatamento, das queimadas e do esvaziamento progressivo do território. Os quatro padrões assumem uma linguagem mais contida e fragmentada. Tonalidades profundas, como cinzas e grafites, estruturam composições de forte contraste e sobriedade.”

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Com o lançamento de A Floresta de Cabeça para Baixo, a Donatelli se firma ainda mais como plataforma para o design autoral brasileiro, investindo em parcerias fundamentadas em pesquisa, autoria e responsabilidade. A coleção evidencia a força do encontro entre indústria, criação e curadoria, estabelecendo um diálogo consistente entre identidade territorial, produção contemporânea e consciência ambiental. 

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