Jornalistas, publicitários e outros profissionais da comunicação em Minas se mobilizam pelo resgate da Associação Mineira de Imprensa (AMI). A entidade permanece fechada, abandonada e com acesso proibido a antigos associados. A sede fica na Rua da Bahia, 1.450, na região central de Belo Horizonte.


Em 12 de março, o grupo divulgou manifesto na internet que denuncia irregularidades na gestão da AMI e propõe sua reativação e redemocratização, com adesão de profissionais da comunicação, da classe artística, do meio intelectual e de outros setores. O abaixo-assinado já reúne mais de 1.200 apoiadores.


No dia 19, organizadores do movimento - liderados pelo jornalista Washington Mello - protocolaram ação na Justiça Estadual, por meio do advogado José Anchieta da Silva, para assegurar as medidas propostas. O lançamento oficial ocorreu em 30 de março, na Academia Mineira de Letras, ao lado da sede da AMI, com representantes de diversas instituições do setor.


A cerimônia foi conduzida pelo radialista Acir Antão, com falas de Jacyntho Lins Brandão, José Anchieta da Silva, Lina Rocha, José Luiz da Silva, Pedro Paulo Cava e Washington Mello. Os participantes destacaram o papel histórico da AMI na representação do setor e sua relevância cultural, com galeria de arte e teatro, e defenderam sua reabertura.


REPRESENTATIVIDADE

Fundada em Juiz de Fora, em 1921, e transferida para Belo Horizonte em 1951 por iniciativa de José Mendonça, a AMI exerceu por décadas papel relevante na representação do setor. Complementar ao Sindicato dos Jornalistas, manteve presença ativa na capital e tornou-se ponto de encontro de intelectuais e artistas - prestígio que deixou de existir.


Os primeiros estatutos previam a defesa da dignidade profissional, a preservação do patrimônio cultural, a colaboração com o poder público e a proteção das instituições democráticas. Com o tempo, as atividades se concentraram na área cultural.


Hoje, esses princípios não constam mais no estatuto. O caráter associativo desapareceu, não há fiscalização da diretoria nem transparência contábil. No site, a entidade se define como "empresa associativa privada empresarial, não sendo representativa sindical".


ABANDONO

Desde 2015, a AMI enfrenta esvaziamento e distanciamento de seus objetivos. A gestão atual não representa os profissionais da comunicação, impedidos de participar de reuniões e decisões. Parte dos associados foi excluída sob alegação de inadimplência.


A sede permanece fechada, com portões trancados e barreiras físicas que impedem o acesso. As últimas diretorias alteraram o estatuto e se mantiveram por reeleições em assembleias com baixa participação. A eleição mais recente, antecipada, ocorreu em setembro de 2024, com mandato até 2028.


Hoje, a única atividade visível é o aluguel da parte inferior do prédio, onde funciona um restaurante self-service, sem informações públicas sobre contrato ou prestação de contas. Ata de assembleia de março de 2020 autoriza a venda ou alienação do imóvel. Assim, além de perder acesso à entidade, os profissionais correm o risco de ver comprometido um patrimônio relevante em área valorizada da cidade. 

Briefing

NINHO VAZIO


O Dia das Mães vem aí. Período de acompanharmos grandes campanhas, que já começam a mexer com os consumidores. É caso de O Boticário, que apresenta a campanha "Despedida", inspirada no tema do "ninho vazio". Dados da marca mostram que 64% das conversas sobre o assunto têm tom de tristeza e solidão. A proposta busca ressignificar esse sentimento a partir de uma nova perspectiva emocional.

NARRATIVA


O comercial usa a metáfora de uma viagem de trem para retratar a maternidade como despedidas e recomeços. Ao som de "The Blower's Daughter", de Damien Rice, a história acompanha mãe e filho em diferentes fases da vida.

ESTRATÉGICA


A campanha inclui estratégia 360, com influenciadores e ações online e off-line, além de análises do filme por criadores no YouTube. Segundo a marca, a proposta é legitimar as emoções da jornada materna. A marca é tradicional em campanhas da data, com prêmios em 2024 e abordagem sobre tentantes em 2025.

MINASTCHÊ


A 22ª edição da MinasTchê, no Mercado Distrital de Santa Tereza, segue até 26 de abril com muitas atrações. O evento reforça a tradição gaúcha e traz como novidade a inédita Festa Portuguesa. A feira integra o calendário cultural da cidade com gastronomia, música e manifestações típicas.

DESTAQUE INTERNACIONAL


O Grupo Folclórico Os Lusíadas, de Maringá (PR), é a principal atração deste fim de semana, com apresentações de danças e músicas portuguesas. A programação inclui ainda cerca de 100 expositores com produtos típicos do Sul. Costela fogo de chão, artesanato e shows garantem a imersão na cultura dos pampas.

TABLOIDE SOBREVIVE


Mesmo em um cenário digital, o tabloide segue relevante ao deixar de ser peça isolada e assumir papel central na jornada de compra. Ele organiza escolhas, conecta canais e oferece clareza sobre o que vale a pena. Mais do que formato, tornou-se base para estruturar decisões de consumo.

HÍBRIDO
Estudo da Ecglobal, da Stefanini, mostra que 48,8% ainda usam encartes impressos, combinando com redes sociais, WhatsApp e apps. Segundo Luca Bon, o tabloide conecta canais e organiza a comparação. Alimentos, carnes e hortifruti lideram o interesse, refletindo hábitos ligados ao cotidiano e à convivência.

BEAGÁ MOTOR


Belo Horizonte recebe neste domingo a primeira edição do Beagá Motor Festival, que une antigomobilismo, cultura custom e Rock n' Roll. O evento acontece no rooftop do Power Shopping CenterMinas, no 6º piso, com vista panorâmica e estrutura completa. A programação começa às 10h, voltada a famílias, grupos de amigos e entusiastas do universo automotivo.

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HISTÓRIA


O festival celebra a cultura dos motores em parceria com o Fanaticar, reunindo mais de 400 veículos entre clássicos, personalizados, motos e importados. Modelos como Opala, Fusca e Maverick estarão em destaque, reforçando o mergulho na história automotiva. A animação inclui ainda os sósias @vindiesel.torado e @oayrtonsienna, que garantem interação com o público.

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