Retinol: os principais mitos e verdades do ativo queridinho do skincare
O ativo que estimula o colágeno é um sucesso, mas gera dúvidas: saiba como incluir o retinol no seu skincare de forma segura e eficaz
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Manter uma rotina de skincare é essencial, mas a variedade de produtos pode tornar a escolha um desafio. Nesse cenário, o retinol tem se destacado como um ativo derivado da vitamina A, conhecido por estimular a renovação da pele. O ingrediente movimenta um mercado global estimado em US$ 945,3 milhões em 2024, com previsão de atingir US$ 1,33 bilhão até 2030. Diante do interesse crescente, especialistas esclarecem os principais mitos e verdades sobre o seu uso.
O retinol ajuda a reduzir rugas e linhas finas
Verdade. Com a presença da vitamina A, o retinol estimula a renovação celular e a produção de colágeno, o que contribui para substituir células antigas por novas. O processo deixa a superfície da pele mais uniforme. Ao penetrar nas camadas profundas, o ativo se converte em ácido retinóico, que ativa mecanismos ligados à produção de colágeno e elastina. O uso contínuo suaviza rugas e linhas finas, além de melhorar a textura da pele.
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Todos os retinóides são iguais
Mito. Os retinóides não possuem a mesma formulação ou eficácia. O retinol é um derivado da vitamina A que precisa ser convertido pela pele em ácido retinóico para agir. Já os retinóides são uma categoria mais ampla de compostos, que incluem desde versões suaves até as mais potentes. Por isso, cada produto apresenta níveis diferentes de eficácia e tolerância para a pele. “O ideal é começar aplicando de 4 a 5 gotas no rosto, uma ou duas vezes por semana, e aumentar a frequência gradualmente”, ressalta Nathalia Cerbara, gerente de Assuntos Médicos da Neutrogena.
Pode usar retinol em outras áreas além do rosto
Verdade. O ativo pode ser utilizado em regiões que também apresentam sinais de envelhecimento, como pescoço e colo. “Essas áreas costumam ter pele mais fina e são bastante expostas ao sol, por isso também se beneficiam da ação renovadora do ativo”, reforça Nathalia. É importante aplicar o produto de forma gradual, com atenção à tolerância da pele e sempre com o uso de protetor solar durante o dia. Para áreas delicadas, como ao redor dos olhos, o ideal é optar por fórmulas específicas.
Não pode incluir retinol e esfoliantes na rotina
Mito. O retinol pode ser combinado com outros produtos, como esfoliantes, gel de limpeza e hidratantes, desde que as fórmulas sejam suaves e testadas dermatologicamente. A combinação com ácidos em alta concentração pode aumentar o risco de irritação. “O ideal é escolher fórmulas equilibradas, que aliem retinol a ingredientes hidratantes”, explica a especialista. O uso do retinol costuma ser indicado para o período noturno, associado a um protetor solar no dia seguinte.
O uso do retinol exige protetor solar durante o dia
Verdade. Produtos com retinol puro exigem evitar a exposição direta ao sol e aplicar um protetor solar de amplo espectro com fator de proteção superior a 30. O passo é indispensável, já que o retinol estimula a renovação celular e o protetor atua como barreira para garantir a recuperação da pele. Recomenda-se o uso preferencialmente à noite, período em que a pele está em seu processo natural de renovação.
Retinol só pode ser usado por peles maduras
Mito. O ativo pode ser introduzido na rotina a partir dos 25 anos, fase em que a produção de colágeno começa a reduzir. O retinol também pode ser indicado para peles acneicas, pois ajuda na renovação celular e melhora a aparência dos poros. “O retinol não atua apenas na redução de rugas e linhas finas, mas também pode contribuir para a melhora da textura da pele”, comenta Nathalia.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.