Garçom ganha cerca de R$ 8 mil por mês na Espanha e tem duas folgas por semana, mas o que acontece ao fazer horas extras ajuda a explicar sua satisfação com o emprego
Mesmo com a escassez de mão de obra no setor, profissional detalha benefícios reais: folgas garantidas, jornada fixa e hora extra remunerada
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O setor de hotelaria enfrenta queixas de proprietários sobre a falta de garçons e de trabalhadores qualificados. Apesar desse cenário e do histórico de dificuldades na área, profissionais que atuam no segmento defendem a rotina atual e os benefícios obtidos no trabalho.
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Em uma reportagem do programa "Antena 3 Noticias", funcionários do setor abordaram as condições da atividade. Um dos entrevistados foi Francoise, garçom que exerce a função no centro da cidade de Valência.
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"Minha jornada de trabalho é de oito horas, faço turnos, folgo dois dias por semana, recebo 1.400 euros e, se faço horas extras, elas são pagas à parte. Há muitos estrangeiros. Eu falo idiomas para entender e para que me entendam. Não posso me queixar do emprego", afirmou Francoise.
Falta de profissionais e impacto entre os jovens
A hotelaria é apontada como um dos setores mais sacrificados do mercado de trabalho. A rotina costuma envolver turnos divididos, jornadas que se prolongam até a noite e atendimento a clientes que nem sempre tratam os trabalhadores de forma adequada.
Anos atrás, as condições laborais eram piores e os salários mais baixos. Regulamentações recentes reduziram o número de negócios que descumprem a legislação. Ainda assim, períodos anteriores de desrespeito aos direitos trabalhistas deixaram uma reputação negativa no setor.
Por causa desse histórico, poucos jovens buscam vagas na área. Muitos preferem empregos em funções como a de operador de telemarketing, nas quais conseguem conhecer o horário fixo, escolher escalas em determinados casos e saber exatamente o valor do pagamento.
Capacitação para o atendimento
Diante do aumento de visitantes de outros países, a qualificação também passou a ser necessária nos estabelecimentos. A reportagem ouviu outro trabalhador do setor, que atua como cortador de presunto e ressaltou o treinamento que recebeu.
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"Temos que ter conhecimento de inglês porque cada vez mais pessoas de fora vêm nos visitar. A empresa me treinou; é preciso saber explicar aos clientes os produtos que oferecemos: vinhos, queijos, tapas, defumados… É um trabalho completo. É preciso ter atitude e vontade", relatou o trabalhador.