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Alimentos que acalmam: como comer certo pode acabar com a insônia

o que se come ao longo do dia, especialmente nas horas que antecedem o horário de dormir, pode influenciar diretamente a facilidade para pegar no sono e a qualidade do descanso durante a noite. Veja alimentos que podem combater a insônia.

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A insônia é um problema frequente na rotina de muitas pessoas e, em grande parte dos casos, associa-se não apenas ao estresse ou a fatores emocionais, mas também à alimentação. Afinal, o que se come ao longo do dia, especialmente nas horas que antecedem o horário de dormir, pode influenciar diretamente a facilidade para pegar no sono e a qualidade do descanso durante a noite. Por isso, entender o papel de nutrientes como triptofano, melatonina e magnésio ajuda a montar um cardápio mais favorável ao sono.

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Em vez de focar apenas em remédios ou suplementos, muitos especialistas em saúde sugerem ajustes simples na dieta como um primeiro passo. Assim, alguns alimentos ajudam o corpo a produzir hormônios e substâncias que se relacionam com a regulação do sono. Por outro lado, há uma série deles que podem causar agitação, refluxo ou despertares noturnos. Dessa forma, pequenas trocas na ceia, no jantar ou até nos lanches da tarde podem contribuir para reduzir a insônia de forma gradual e consistente.

O organismo depende de uma combinação de hormônios, neurotransmissores e minerais para entrar em estado de relaxamento e manter um ciclo de sono regular – depositphotos.com / AllaSerebrina

Melhores alimentos para insônia: por que a comida interfere no sono?

O organismo depende de uma combinação de hormônios, neurotransmissores e minerais para entrar em estado de relaxamento e manter um ciclo de sono regular. Em muitos casos, a insônia associa-se a um desequilíbrio nessas substâncias, que podem sofrer a influência dos hábitos alimentares. Assim, o consumo excessivo de cafeína, grandes quantidades de açúcar à noite e refeições pesadas perto da hora de dormir tendem a tornar o adormecer mais demorado e o sono mais fragmentado.

Por outro lado, alimentos ricos em nutrientes como triptofano, melatonina e magnésio ajudam a sinalizar para o corpo que está chegando o momento de descansar. Afinal, esses nutrientes participam de processos que envolvem a produção de serotonina e melatonina, hormônios que regulam o ciclo sono-vigília. Quando inseridos na rotina alimentar, podem atuar como aliados no combate à insônia. Em especial, se combinados com outros hábitos saudáveis, como manter horários regulares para dormir e evitar telas muito brilhantes antes de se deitar.

Como o triptofano ajuda a reduzir a insônia?

O triptofano é um aminoácido essencial, ou seja, o corpo não o produz e é preciso obtê-lo por meio da alimentação. Ele é conhecido por ser precursor da serotonina, que, por sua vez, é convertida em melatonina, o hormônio do sono. Assim, quando há uma oferta adequada de triptofano, o organismo tende a ter mais facilidade para produzir essas substâncias, o que pode favorecer o relaxamento e o início do sono.

Entre os alimentos considerados boas fontes de triptofano estão:

  • Leite e derivados, como iogurte natural;
  • Ovos, principalmente a clara;
  • Frango e peru;
  • Banana;
  • Oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas;
  • Aveia e outros cereais integrais.

Uma característica importante é que o triptofano entra com mais facilidade no cérebro quando se consome junto com carboidratos complexos, como aveia, pão integral ou frutas. Dessa forma, combinações simples podem se tornar lanches noturnos interessantes, como um copo de leite morno com aveia ou um iogurte natural com banana e um pouco de granola. Portanto, essas opções tendem a ser leves, fornecem energia moderada e estimulam a síntese das substâncias envolvidas no sono.

Melatonina natural: quais alimentos favorecem o hormônio do sono?

A melatonina é o hormônio que se liga diretamente à regulação do relógio biológico. Ela é produzida principalmente pela glândula pineal, no cérebro, em resposta à redução da luz ambiente. No entanto, alguns alimentos contêm melatonina ou compostos que facilitam sua produção. Dessa forma, contribuem para uma sensação de sonolência mais adequada no período noturno.

Entre as fontes alimentares associadas à melatonina e ao equilíbrio do sono, destacam-se:

  • Cerejas e suco de cereja, especialmente as versões mais escuras;
  • Uvas roxas e suco de uva integral;
  • Nozes e amêndoas;
  • Milho e arroz;
  • Tomate;
  • Chá de camomila e chá de maracujá (não contêm melatonina propriamente dita, mas têm compostos calmantes).

Uma ceia rica em melatonina natural pode incluir, por exemplo, um punhado de nozes com uvas ou um pequeno copo de suco de cereja sem açúcar adicionado, acompanhado de uma torrada integral. Chás sem cafeína, como camomila, erva-cidreira e maracujá, costumam ser usados antes de dormir para favorecer o relaxamento, desde que consumidos em quantidades moderadas para não aumentar demais a vontade de ir ao banheiro durante a madrugada.

Por que o magnésio é chamado de mineral do relaxamento?

O magnésio é frequentemente citado como um mineral ligado ao relaxamento muscular e ao funcionamento adequado do sistema nervoso. Ele participa de centenas de reações no corpo, incluindo processos que envolvem a transmissão de sinais nervosos e o controle da tensão muscular. Quando a alimentação é pobre em magnésio, é comum o relato de cansaço, irritabilidade e dificuldade para desacelerar à noite, o que pode contribuir para a insônia.

Alimentos ricos em magnésio incluem:

  • Folhas verde-escuras, como espinafre, couve e agrião;
  • Sementes, como abóbora, girassol e gergelim;
  • Amêndoas, castanha-do-pará e outras oleaginosas;
  • Cacau em pó e chocolate amargo com alta concentração de cacau;
  • Feijões, lentilha e grão-de-bico;
  • Abacate.

Um jantar leve, com uma salada de folhas verdes, azeite, sementes de abóbora e uma porção de leguminosas, pode contribuir para a ingestão de magnésio no fim do dia. Outro exemplo é combinar um pequeno pedaço de chocolate amargo (com alto teor de cacau) com algumas castanhas, cerca de 1 a 2 horas antes de dormir. A ideia é oferecer nutrientes que apoiem o relaxamento, sem exagerar nas calorias ou no açúcar.

Para quem enfrenta insônia com frequência, montar pequenas refeições noturnas com foco em alimentos que ajudam a dormir pode ser uma estratégia interessante – depositphotos.com / robertohunger

Combinações de lanches noturnos que favorecem o sono

Para quem enfrenta insônia com frequência, montar pequenas refeições noturnas com foco em alimentos que ajudam a dormir pode ser uma estratégia interessante. O ideal é que esses lanches sejam leves, sem excesso de gordura ou temperos fortes, e que tragam uma combinação equilibrada de carboidratos complexos, proteínas leves e fontes dos nutrientes já citados.

Algumas sugestões de lanches noturnos são:

  1. Banana com aveia e canela: reúne triptofano, carboidratos de absorção gradual e compostos aromáticos que ajudam no relaxamento.
  2. Iogurte natural com frutas vermelhas e um pouco de granola: fornece proteínas, cálcio e carboidratos, além de antioxidantes das frutas.
  3. Leite morno com aveia e uma pequena porção de mel: tradicionalmente associado ao sono, traz triptofano, carboidratos e sensação de conforto.
  4. Torrada integral com pasta de grão-de-bico e fio de azeite: opção salgada, rica em proteínas vegetais, fibras e magnésio.
  5. Uvas roxas com nozes: combina compostos relacionados à melatonina com gorduras boas e magnésio.

Essas combinações podem ser ajustadas conforme a rotina e preferências alimentares de cada pessoa, sempre com atenção às quantidades. A ceia não precisa ser grande; o objetivo é evitar tanto o desconforto da fome quanto o mal-estar de dormir logo após uma refeição muito volumosa.

Hábitos alimentares que pioram a insônia

Além de selecionar os melhores alimentos para combater a insônia, é importante identificar práticas que atrapalham o sono. Alguns comportamentos comuns na rotina noturna podem prejudicar o descanso, mesmo quando a dieta inclui nutrientes benéficos. A forma como a última refeição do dia é feita, o tipo de bebida escolhida e o horário do jantar podem influenciar diretamente no tempo que se leva para adormecer.

Entre os hábitos alimentares que tendem a prejudicar o sono, destacam-se:

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  • Excesso de cafeína à tarde e à noite, por meio de café, chá-preto, chá-mate, refrigerantes à base de cola e energéticos;
  • Consumo elevado de álcool próximo ao horário de dormir, que pode até causar sonolência inicial, mas costuma fragmentar o sono ao longo da madrugada;
  • Refeições muito pesadas e gordurosas no jantar, aumentando o risco de azia, refluxo e desconfortos abdominais;
  • Grande ingestão de açúcar simples à noite, como doces, chocolates ao leite e sobremesas com muito xarope ou calda;
  • Beber grandes volumes de líquido pouco antes de deitar, o que pode aumentar o número de idas ao banheiro durante a noite.

Um ajuste prático é antecipar o jantar para algumas horas antes de ir para a cama e reservar a ceia para algo leve, se necessário. Reduzir o consumo de cafeína após o meio da tarde, optar por versões descafeinadas e priorizar refeições menos gordurosas até o fim do dia são medidas que, somadas aos alimentos ricos em triptofano, melatonina e magnésio, podem colaborar para noites mais tranquilas e regulares.

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