Preparar uma lua de mel exige escolher datas, reservar serviços e confiar que a viagem vai acontecer. O consumidor comprou um pacote para lua de mel, mas enfrentou cancelamentos e adiamentos. Sem receber os R$ 8.996 pagos, procurou a Justiça, que determinou o reembolso, mas não concedeu indenização moral.
A viagem foi contratada muito antes da data prevista
O consumidor comprou dois pacotes de viagem em 2021, com embarques programados para 2023. A intenção era realizar a lua de mel, mas, segundo o processo, a agência fez cancelamentos e adiamentos sucessivos que impediram o uso dos serviços nas datas planejadas.
Depois das mudanças, ele pediu o cancelamento e a devolução do que havia pago. Afirma que não recebeu o reembolso e perdeu acesso aos canais de comunicação da agência, que teriam sido bloqueados. Essa foi a versão do consumidor apresentada ao Judiciário.

Por que o reembolso não chegou após os cancelamentos?
A defesa disse que a compra tinha datas flexíveis, definidas conforme a disponibilidade dos serviços. Também argumentou que tentou devolver o dinheiro, mas enfrentou problemas na transação bancária. Sustentou ainda que o cancelamento teria sido solicitado pelo próprio consumidor.
A diferença entre desistência voluntária e descumprimento da agência importa em disputas de turismo. O Procon de Sergipe explica que as condições de cancelamento devem ser claras e que a responsabilidade pelo fim do serviço altera as regras de reembolso e de eventual multa contratual.
A agência reconheceu a dívida, mas não pagou
Ao analisar as provas, o juiz considerou demonstrado o descumprimento do contrato pela empresa. A própria defesa admitiu que havia direito ao reembolso, apesar de o dinheiro ainda não ter sido restituído ao cliente, segundo a decisão divulgada.
- 2021: compra de dois pacotes turísticos destinados à lua de mel.
- 2023: previsão dos embarques, afetados por adiamentos e cancelamentos.
- Pedido: solicitação de cancelamento e devolução dos valores pagos.
- Sentença: restituição de R$ 8.996 com juros e correção; dano moral rejeitado.
A contratação foi feita com uma agência de viagens, que intermedeia serviços turísticos e deve informar as condições oferecidas. No processo, a questão central não era discutir a qualidade de um passeio realizado, mas a ausência de prestação e a falta de devolução do pagamento.
O que a Justiça decidiu sobre os R$ 8.996?
A 2ª Vara Cível de Taguatinga determinou a restituição integral de R$ 8.996 ao consumidor, com correção monetária e juros. A decisão foi divulgada em fevereiro de 2025 e tratou expressamente dos cancelamentos sucessivos e da falta de reembolso.
O julgamento consta da notícia do TJDFT. O valor de R$ 8.996 corresponde ao reembolso ordenado, não a uma indenização extra. A publicação não informa que o montante já tenha sido efetivamente recebido ou que todos os recursos possíveis tenham terminado.

A falta de indenização moral vale para toda viagem cancelada?
Embora tenha reconhecido o descumprimento do contrato, o juiz não concedeu danos morais. Essa distinção é importante: ganhar um pedido de devolução não significa necessariamente receber compensação por sofrimento. O magistrado analisou separadamente os pedidos do consumidor e os fundamentos apresentados.
A decisão não afasta a possibilidade de dano moral em outros processos. Ela apenas registra que, nesta ação específica, o reembolso era devido e a reparação moral não foi acolhida. A frustração relatada pelo consumidor não foi tratada como indenização automática.
A diferença entre promessa e serviço entregue continua central
Quando uma viagem muda várias vezes, é importante manter comprovantes da compra, mensagens sobre adiamentos, pedidos de cancelamento e respostas da empresa. Esses registros ajudam a esclarecer se houve desistência do cliente ou impossibilidade de cumprir o combinado.
O caso terminou, na decisão divulgada, com ordem de devolver R$ 8.996 mais acréscimos legais. O resultado reúne um reconhecimento de falha contratual e um limite: danos morais foram negados nesse julgamento, mesmo diante de uma lua de mel frustrada.
Sua história pode virar reportagem
Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.




