Cabaceiras, conhecida como Roliúde Nordestina, fica no Cariri da Paraíba e conquistou reconhecimento nacional por servir de cenário para filmes. O município tinha 5.335 habitantes no Censo de 2022. As gravações se somam aos blocos rochosos do Lajedo de Pai Mateus e à paisagem da Caatinga, que atraem turistas.
Cabaceiras ganhou fama com o cinema brasileiro
O município de Cabaceiras, no interior da Paraíba, ficou conhecido pelo apelido Roliúde Nordestina, uma adaptação bem-humorada do nome Hollywood. Ruas pequenas, casarios e áreas de vegetação seca passaram a aparecer nas telas, ajudando a divulgar a região.
A associação com o cinema ficou ainda mais forte com O Auto da Compadecida, obra de Ariano Suassuna adaptada para a televisão e para o cinema. A cidade aproveitou essa ligação para construir uma imagem turística baseada nas locações e na cultura popular.

Quantas pessoas vivem na Roliúde Nordestina?
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou 5.335 moradores no Censo de 2022. Para 2026, a estimativa apresentada pelo órgão é de 5.557 pessoas. Por isso, dizer que a cidade tem cerca de cinco mil habitantes é uma aproximação razoável.
A população pequena não impede uma forte presença na produção audiovisual brasileira. As filmagens também envolvem moradores, serviços locais e espaços públicos. O número de obras deve ser descrito com cuidado: filmes, novelas, séries e outros formatos não representam a mesma categoria.
Quais obras usaram a paisagem do Cariri?
O sertão paraibano aparece em produções com propostas diferentes. O Auto da Compadecida levou para a tela elementos da vida no Nordeste, enquanto Onde Nascem os Fortes utilizou paisagens da região em uma produção de televisão.
A Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba cita ainda Por Trás do Céu entre as obras ligadas ao local. A quantidade de produções é expressiva, mas a afirmação de mais de 50 filmes exige uma lista que diferencie longas de outras gravações.

O Lajedo de Pai Mateus também atrai visitantes
O Lajedo de Pai Mateus reúne grandes blocos de pedra espalhados pela paisagem seca. As formações rochosas ajudam a explicar o interesse de cineastas e turistas. A área tem valor natural e cultural, e a visita deve respeitar caminhos autorizados e orientações locais.
- Roupas: escolher peças leves e calçados firmes.
- Água: levar quantidade adequada para o passeio.
- Guias: conferir as regras do trajeto escolhido.
- Pedras: evitar riscos e não danificar o patrimônio.
Além das filmagens, a área precisa de proteção contra danos às pedras e à vegetação. O cuidado com a Caatinga é essencial para que o turismo aconteça sem prejudicar os ambientes naturais e o patrimônio cultural que tornam a região conhecida.
Quem deseja descobrir as belezas do sertão da Paraíba, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Mundo Sem Fim, que conta com mais de 486 mil visualizações, onde os apresentadores exploram Cabaceiras, conhecida como a Hollywood Nordestina, mostrando as paisagens e curiosidades da cidade que se tornou cenário de produções do cinema brasileiro:
A paisagem seca exige cuidado com o ambiente
As rochas e a vegetação da Caatinga formam parte importante dos cenários. Apesar da aparência seca em vários meses, há plantas e animais adaptados às chuvas irregulares. Sair das trilhas ou abandonar resíduos pode causar danos que permanecem depois da visita.
A proteção das áreas naturais também interessa à produção audiovisual. Sem paisagens conservadas, parte da identidade visual das obras se perde. Antes de fotografar, filmar ou visitar locais particulares, é importante confirmar regras de acesso e respeitar o trabalho de quem vive na região.
Como conhecer a cidade além dos cenários?
A visita pode combinar pontos ligados ao cinema e ao centro urbano com a paisagem natural. Vale procurar informações atualizadas sobre acesso ao lajedo, disponibilidade de guias e horários de espaços culturais. O calor e a pouca sombra exigem atenção especial durante deslocamentos ao ar livre.
A Roliúde Nordestina mostra como uma cidade pequena pode ganhar destaque nacional com sua cultura e seu território. Seu valor não depende de uma contagem imprecisa de filmes, mas da ligação real entre cinema, moradores e natureza do Cariri, com a proteção ambiental necessária.
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