Lambari, no Sul de Minas, guarda uma história presente até hoje na mesa brasileira. Foi ali que Mário e Isaíra Silvestrini criaram o Catupiry em 1911. Com cerca de 21 mil moradores, a cidade também preserva fontes minerais, lago, parque e edifícios ligados à antiga tradição das estâncias hidrominerais.
Como Lambari entrou para a história do Catupiry?
Foi em Lambari que Mário e Isaíra Silvestrini desenvolveram, em 1911, o requeijão que receberia a marca Catupiry. A criação nasceu numa pequena estância mineira e depois ganhou escala nacional, transformando o nome comercial em referência cotidiana para um tipo de requeijão cremoso.
Naquele período, a cidade ainda carregava o nome de Águas Virtuosas e passava por uma fase de grandes obras ligadas ao turismo de águas. Assim, a criação do Catupiry não surgiu numa metrópole industrial, mas num município pequeno que recebia visitantes atraídos pelas fontes minerais e pelo clima serrano.

O que significa ter cerca de 21 mil moradores hoje?
A estimativa populacional de 2025 coloca Lambari em torno de 21 mil habitantes. O número chama atenção porque contrasta com o alcance da marca criada ali: uma cidade de escala pequena ficou ligada a um produto conhecido em praticamente todo o país, muito além das fronteiras do Sul de Minas.
Essa dimensão também ajuda a entender a experiência local. O centro, o lago, as fontes e os edifícios históricos ficam próximos, e a vida cotidiana preserva ritmo de cidade pequena. O reconhecimento nacional do Catupiry convive, portanto, com uma paisagem urbana marcada pela tradição das estâncias mineiras.
O que além do Catupiry ajuda a contar a história local?
O ano de 1911 também marcou a transformação urbana. O antigo cassino, o lago e outros equipamentos da estância fazem parte de um ciclo em que Lambari buscava se firmar como destino de águas minerais. A comida famosa nasceu nesse mesmo ambiente de hotéis, fontes e obras públicas.
O antigo Cassino de Lambari foi inaugurado em 1911 e integra o conjunto da estação hidromineral. Esse patrimônio reforça que a identidade local não depende de um único produto: gastronomia e turismo de águas cresceram lado a lado.
A seguir listamos 4 marcas de Lambari que ajudam a ligar o passado da cidade ao presente:
- Catupiry: receita criada na cidade em 1911.
- Fontes minerais: base histórica da vocação turística local.
- Lago: parte da paisagem construída durante a fase das estâncias.
- Cassino: edifício ligado às grandes obras do início do século XX.
Quem quer conhecer as belezas de Minas Gerais, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal De fora em Juiz de Fora, que conta com mais de 96 mil visualizações, onde Tati Marmonari mostra um guia completo de turismo por Lambari:
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Quais elementos resumem a identidade de Lambari?
O que torna Lambari curiosa é a soma de histórias em um espaço compacto. Catupiry, águas minerais e arquitetura histórica pertencem ao mesmo período de transformação. A receita dos imigrantes italianos passou a dividir a memória local com fontes, parques e edifícios do antigo turismo de águas.
Esses elementos continuam fáceis de relacionar porque ocupam a mesma narrativa urbana. O visitante encontra memória gastronômica e patrimônio hidromineral sem precisar tratar cada tema como uma atração isolada. O passado de 1911 aparece tanto na história do alimento quanto nas construções que marcaram a expansão da estância.
A seguir listamos 3 marcas históricas que mostram como gastronomia e turismo se encontram na cidade:
| Marca | Origem | Presença local |
|---|---|---|
| Catupiry | Criado em 1911 | Memória gastronômica |
| Águas minerais | Estância hidromineral | Parques e fontes |
| Arquitetura | Ciclo turístico antigo | Cassino e entorno |
Por que o Catupiry ainda pesa tanto na história da cidade?
Marcas nacionais costumam ser associadas às fábricas que as tornaram grandes, mas a origem em Lambari mantém outra camada dessa história. O requeijão nasceu num município pequeno, criado por um casal de imigrantes, no mesmo ano em que a estância recebia obras que mudariam sua paisagem.
Por isso, Lambari reúne duas memórias fortes. A cidade das águas também é o ponto de nascimento de um sabor que atravessou o país. Essa combinação entre escala pequena e legado amplo explica por que 1911 continua sendo uma data central para o município mineiro.
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