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Um esqui de 1.300 anos apareceu no gelo e seu par foi encontrado a apenas cinco metros de distância sete anos depois

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
04/09/2026
Em Entretenimento
O derretimento do gelo revelou em momentos diferentes duas peças que permaneceram próximas por séculos

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Um esqui de cerca de 1.300 anos foi encontrado em 2014 no gelo de Digervarden, na Noruega, com parte da amarração preservada.↓ Ver no artigo
Em 2021, o recuo do gelo revelou o segundo esqui a cinco metros do primeiro ponto de descoberta.↓ Ver no artigo
O segundo esqui mede 1,87 metro e preserva três fibras de bétula, uma tira de couro e um pino de madeira.↓ Ver no artigo

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Resumo da matéria
01
Primeiro surgiu em 2014
O primeiro esqui apareceu no gelo com parte da amarração preservada, algo extremamente raro em peças pré-históricas desse tipo.
primeiro achado
02
Segundo veio sete anos depois
Em 2021, imagens de satélite mostraram maior recuo do gelo e uma nova busca encontrou o outro esqui a cinco metros do primeiro.
par completo
03
Amarrações sobreviveram
Couro, fibras torcidas de bétula e um pequeno pino de madeira ficaram preservados no segundo exemplar, revelando como o pé era preso.
tecnologia antiga

No gelo de Digervarden, na Noruega, um esqui de 1.300 anos apareceu em 2014 ainda com parte da amarração. Sete anos depois, o recuo do gelo revelou outro exemplar a só cinco metros. A segunda peça media 1,87 metro e conservava couro e fibras de bétula, formando um par arqueológico excepcional no alto da montanha.

Como o primeiro esqui de 1.300 anos apareceu no gelo?

O primeiro esqui de 1.300 anos foi encontrado em 2014 na mancha de gelo de Digervarden, nas montanhas de Reinheimen, na Noruega. A peça tinha cerca de 1,72 metro e conservava parte da amarração, combinação muito rara entre esquis arqueológicos encontrados em gelo ou turfeiras.

Achados desse tipo ajudam a reconstruir a história do esqui como ferramenta de transporte, caça e deslocamento. O objeto de Digervarden chamou atenção porque a madeira não apareceu sozinha: elementos que prendiam o pé também tinham sobrevivido.

Encontrar o par permitiu comparar detalhes que um único esqui jamais conseguiria mostrar

Por que os arqueólogos voltaram ao local sete anos depois?

A equipe monitorou o gelo durante anos porque havia chance de o segundo esqui estar próximo. Em 2021, imagens de satélite mostraram que a mancha de gelo havia recuado em relação a 2014. Um arqueólogo foi enviado novamente para verificar a área onde a primeira peça apareceu.

A busca funcionou. O segundo esqui estava apenas cinco metros distante do primeiro ponto, ainda preso ao gelo. Depois de uma tempestade e nova neve, uma equipe retornou com ferramentas e água morna para libertar a peça sem danificar madeira e amarrações preservadas.

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O que o segundo esqui preservou depois de 1.300 anos?

A nova peça mede 1,87 metro de comprimento e 17 centímetros de largura. No apoio do pé, três fibras torcidas de bétula, uma tira de couro e um pino de madeira atravessavam o orifício da amarração. O conjunto mostra muito mais do sistema original do que o primeiro esqui.

Os dois objetos não são idênticos, o que é esperado em peças feitas à mão. O segundo é maior e melhor preservado, possivelmente porque ficou alguns metros mais para dentro do gelo. Marcas de reparo indicam uso prolongado, mostrando que não eram objetos cerimoniais novos abandonados no local.

A seguir listamos 5 detalhes preservados que permitem comparar os dois esquis e reconstruir melhor sua tecnologia:

  • Comprimento: o segundo esqui mede 1,87 metro, 17 centímetros a mais que o primeiro.
  • Largura: a nova peça chega a 17 centímetros, também um pouco mais larga.
  • Fibras de bétula: três cordões torcidos atravessam o apoio do pé.
  • Tira de couro: parte do sistema de fixação do calcanhar permaneceu junto ao esqui.
  • Marcas de reparo: o apoio mostra que a peça foi usada e consertada antes de ser perdida.
O estado de conservação ajuda a entender como esse tipo de equipamento era construído e utilizado

Leia também: Caçadores chegaram a Malta há 8.500 anos depois de atravessar pelo menos 100 quilômetros de mar aberto em embarcações desconhecidas

Por que esse par é tão importante para a arqueologia do gelo?

Esquis antigos de madeira não são desconhecidos, mas amarrações completas são muito raras. Sem elas, é difícil entender como o pé ficava preso e como o equipamento era usado. O par de Digervarden conserva justamente esse detalhe, transformando duas tábuas antigas em um conjunto tecnológico muito mais informativo.

A Innlandet fylkeskommune confirma que o par de 1.300 anos foi encontrado em Digervarden, em Reinheimen. As peças hoje fazem parte do trabalho do programa regional de arqueologia glacial, que recupera objetos expostos pelo recuo do gelo.

A seguir listamos 3 razões arqueológicas que explicam por que um par com amarrações preservadas oferece muito mais informação que um esqui isolado:

Logo EM Foco
DADOS EM FOCO
Os dois esquis de Digervarden
Resumo das diferenças e semelhanças entre os dois esquis arqueológicos
Característica Primeiro esqui Segundo esqui
Descoberta 2014 2021
Comprimento Cerca de 1,70 metro 1,87 metro
Amarração Bétula e couro preservados Três fibras de bétula, couro e pino

Quem perdeu esses esquis no alto da montanha?

Essa pergunta continua sem resposta. O local contém vestígios ligados à caça de renas, mas a equipe também identificou montes de pedras que podem marcar uma antiga rota de montanha. O dono poderia ser caçador, viajante ou ambos, e nenhuma dessas possibilidades foi comprovada até agora.

O que se sabe é que os dois esquis foram usados juntos e terminaram no gelo há cerca de 1.300 anos. O reencontro, separado por sete anos e apenas cinco metros, mostra por que áreas congeladas são acompanhadas continuamente: quando o gelo recua, uma peça perdida pode reaparecer e completar uma história que parecia incompleta.

Sua história pode virar reportagem

Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.

Tags: arqueologiaEsquigeloNoruega

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