O Túnel de Base de Gotardo cria uma ferrovia praticamente plana sob os Alpes suíços. Trens de passageiros cruzam a estrutura em poucos minutos, enquanto composições de carga vencem a montanha com menor inclinação e menos necessidade de locomotivas auxiliares.
Por que a Suíça perfurou uma nova passagem sob os Alpes?
A antiga ferrovia de Gotardo precisava subir por vales, curvas e túneis construídos em áreas mais elevadas. Esse traçado aumentava o tempo de viagem e limitava o peso e o comprimento das composições de carga que atravessavam a principal ligação entre o norte e o sul da Suíça.
O novo túnel foi construído próximo à base da montanha, criando uma rota mais direta entre Erstfeld e Bodio. A passagem integra o corredor europeu que conecta regiões industriais e portuárias entre o Mediterrâneo e o norte do continente.

Quais sistemas mantêm os trens circulando sob a montanha?
Cada tubo recebe uma linha ferroviária, separando os sentidos e reduzindo o risco de colisões frontais.
Corredores ligam as duas galerias e oferecem uma rota protegida para evacuação durante emergências.
O controle acompanha velocidade, posição e distância entre os trens sem depender de sinais convencionais ao lado da via.
Áreas internas permitem interromper a viagem, transferir passageiros e conduzir pessoas até uma galeria segura.
Poços, dutos e equipamentos administram o ar durante a operação, a manutenção e possíveis incêndios.
O traçado próximo à base reduz subidas e facilita o transporte de cargas pesadas através dos Alpes.
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Como trens rápidos e cargueiros usam a mesma estrutura?
Os trens possuem velocidades, pesos e distâncias de frenagem diferentes. A operação precisa organizar os horários para que composições rápidas não encontrem cargueiros lentos no mesmo trecho, evitando ultrapassagens dentro das galerias.
- O centro de controle define uma sequência compatível de circulação.
- A sinalização digital transmite autorizações diretamente às cabines.
- Os trens de passageiros atravessam a passagem em velocidade elevada.
- Os cargueiros utilizam o traçado suave para transportar mais peso.
- Sensores acompanham trilhos, energia, temperatura e posição dos veículos.
- As passagens transversais permanecem disponíveis para evacuação.
- Janelas regulares de manutenção retiram uma parte da estrutura de operação.
Esse encadeamento mostra que a capacidade ferroviária não depende apenas do tamanho do túnel. O resultado surge da combinação entre traçado, sinalização, material rodante, manutenção e organização dos horários de passageiros e cargas.
Quais números definem o Túnel de Base de Gotardo?
| Nome | Túnel de Base de Gotardo |
|---|---|
| Localização | Entre Erstfeld e Bodio, na Suíça |
| Extensão | Aproximadamente 57,1 quilômetros |
| Configuração | Duas galerias paralelas com uma linha ferroviária em cada tubo |
| Passagens transversais | Cerca de 325 conexões entre as galerias |
| Intervalo entre conexões | Aproximadamente 325 metros |
| Profundidade máxima | Cerca de 2.300 metros de rocha sobre a estrutura |
| Início das principais escavações | 1999 |
| Inauguração | 1º de junho de 2016 |
| Operação comercial regular | Desde dezembro de 2016 |
| Velocidade operacional de passageiros | Até 200 km/h |
| Tempo aproximado de travessia | Cerca de 17 a 20 minutos para trens de passageiros |
| Capacidade diária máxima | Até 260 trens de carga e 72 trens de passageiros |
| Movimento médio registrado em 2025 | 89 cargueiros e 66 trens de passageiros por dia no túnel |
| Passageiros transportados diariamente | Aproximadamente 16.400 pessoas em 2025 |
O túnel realmente recebe centenas de trens diariamente?
A estrutura foi projetada para comportar mais de trezentas circulações diárias, somando passageiros e cargas. O movimento efetivo, entretanto, varia conforme demanda, horários disponíveis e manutenção. Os registros mais recentes indicam uma média inferior à capacidade máxima, complementada por trens que ainda utilizam a rota panorâmica.
O túnel voltou à operação integral depois dos reparos provocados pelo descarrilamento de um cargueiro. Atualmente, os trens de passageiros circulam em intervalos regulares, enquanto a passagem continua sendo uma ligação estratégica para mercadorias. Ela não deve ser confundida com o túnel rodoviário de Gotardo nem com a antiga ferrovia alpina, que seguem traçados e funções diferentes.




