Em quatro horas e meia, o mineiro troca o pão de queijo quente pelas empanadas recém‑saídas do forno em Santiago. A capital do Chile recebe voos diretos de Belo Horizonte três vezes por semana e revela uma cidade que equilibra a cordilheira nevada com bairros boêmios e uma gastronomia de altitude. O viajante que desembarca no aeroporto de Pudahuel está a apenas 15 km do centro histórico e a poucas horas de vinícolas centenárias e praias no Pacífico.
O voo direto que encurta os Andes
A LATAM opera a rota BH‑Santiago às quartas, sextas e domingos. A aeronave percorre cerca de 3.046 km em média 4h19 de voo, tempo suficiente para assistir a um filme e começar a planejar o roteiro. A facilidade da conexão direta faz com que a capital chilena seja um dos destinos internacionais mais acessíveis para quem sai de Minas Gerais

O que ver no primeiro dia em Santiago?
O centro histórico concentra os principais cartões‑postais e pode ser percorrido a pé. Comece pela Plaza de Armas, marco zero da cidade, onde está a Catedral Metropolitana e o correio central. A poucas quadras fica o Palácio La Moneda, sede do governo chileno, com troca de guarda pela manhã. O Cerro Santa Lucía, um morro de 70 metros com jardins e mirante 360°, foi o local escolhido pelo fundador da cidade para iniciar a ocupação espanhola no século XVI.
O Mercado Central, construído em 1872 com estrutura metálica trazida da Inglaterra, é parada obrigatória para almoçar frutos do mar. As paila marina e as machas a la parmesana estão entre os pratos mais pedidos. O edifício é tombado e mantém o burburinho típico das feiras tradicionais.

Onde a cidade se abre para os céus
Dois mirantes disputam a melhor vista de Santiago. O Sky Costanera, no 62° andar da torre mais alta da América Latina, alcança 300 metros de altura e permite ver a cidade inteira abraçada pela Cordilheira dos Andes nos dias limpos. O ingresso pode ser comprado antecipadamente para evitar filas. Já o Cerro San Cristóbal, com seus 1.000 metros de altitude, é um parque urbano gigante. O acesso pelo funicular — que completa 100 anos em 2025 — ou pelo teleférico leva ao Santuário da Imaculada Conceição, de onde se descortina o bairro de Bellavista e o centro.
Além da capital: vinho, mar e montanha
A 40 minutos de Santiago, na comuna de Pirque, fica a Vinícola Concha y Toro, a mais famosa do país. O tour guiado passa pelos vinhedos, pela antiga adega e termina com degustação de rótulos como o Casillero del Diablo, cuja lenda diz que o próprio diabo protege a caverna onde as garrafas eram guardadas. Quem prefere o litoral encontra Viña del Mar e Valparaíso a 1h30 de estrada. A primeira é a “Cidade Jardim”, com o Relógio das Flores e o Cassino Municipal. A segunda, Patrimônio Mundial da UNESCO, encanta com os morros coloridos, os elevadores centenários e a La Sebastiana, uma das casas do poeta Pablo Neruda.
Para contato com a natureza, o Cajón del Maipo fica a uma hora da capital. O cânion andino leva ao Embalse El Yeso, represa de água turquesa cercada por picos nevados. No inverno (junho a setembro), as estações de Valle Nevado e Farellones recebem famílias para tubing, tirolesa e brincadeiras na neve, mesmo para quem não esquia.
Quem planeja uma viagem para o Chile, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Fabi Cassol | Minha Praia Viajar, que conta com mais de 354 mil visualizações, onde Fabi Cassol mostra um roteiro completo por Santiago, incluindo dicas de neve e vinícolas:
Onde a mesa chilena ganha o viajante
Santiago se tornou um polo gastronômico respeitado. O bairro Bellavista reúne de restaurantes peruanos a botecos modernos. Lastarria aposta na cena cultural e em endereços sofisticados com terraços. Já El Golf, no setor financeiro, concentra rooftops e alta cozinha. Para comer como local, a Vega Central e o Mercado Tirso de Molina oferecem produtos frescos, frutas exóticas e preparos rápidos de completos — o cachorro‑quente chileno com abacate, tomate e maionese. O pastel de choclo, uma torta salgada de milho com recheio de carne, e o doce mote con huesillos (pêssego seco com trigo) completam a imersão.
Quando o clima define o roteiro
O clima mediterrâneo de Santiago tem estações bem marcadas. O verão é seco e quente, ideal para subir aos mirantes e explorar o Cajón del Maipo. No inverno, o frio úmido e a neve na cordilheira convidam aos museus, às vinícolas e às estações de esqui. A tabela abaixo ajuda a planejar:
Dados aproximados com base em Climatempo. Condições reais podem variar.
De malas prontas para os Andes chilenos
Santiago oferece ao mineiro uma mistura rara de acessibilidade e diversidade. Em menos de cinco horas de voo é possível trocar a serra mineira pela Cordilheira dos Andes, provar vinhos premiados, caminhar por bairros que respiram história e ainda voltar com o rosto gelado pelo vento do Pacífico. Suba a bordo desse voo direto e descubra por que a capital chilena é o destino certo para quem busca uma viagem completa sem passar o dia nos aeroportos.




