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Pessoas que gritam ou batem em objetos para aliviar a raiva podem não conseguir o efeito que esperam, segundo a psicologia

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
17/10/2026
Em Curiosidades
A sensação de alívio depois de uma explosão de raiva pode ser diferente do que realmente acontece com as emoções.

A sensação de alívio depois de uma explosão de raiva pode ser diferente do que realmente acontece com as emoções.

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Uma revisão de 154 estudos, com 10.189 participantes, não encontrou benefício geral em atividades que aumentam a agitação para reduzir a raiva.↓ Ver no artigo
A pesquisa foi conduzida por Sophie Kjærvik e Brad Bushman, da Universidade Estadual de Ohio, e divulgada em 2024.↓ Ver no artigo
Respiração lenta, relaxamento, atenção plena e ioga tranquila reduziram melhor a raiva e a agressividade do que gritar ou bater em objetos.↓ Ver no artigo

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.
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Quem tenta aliviar a raiva gritando ou batendo em objetos pode continuar agitado depois da explosão. Uma revisão de 154 estudos, com 10.189 participantes, não encontrou benefício geral em atividades que aumentam a agitação. Técnicas que ajudam o corpo a desacelerar tiveram resultados melhores na redução da raiva.

Por que gritar parece aliviar a raiva?

Quando alguém se irrita, gritar, bater na mesa ou quebrar objetos pode dar a impressão de tirar um peso do peito. Essa sensação imediata, porém, não prova que a emoção diminuiu nem que a pessoa conseguirá resolver o conflito depois.

A crença de que a emoção precisa ser descarregada recebe o nome de catarse da raiva. Ela é diferente da autorregulação emocional, que envolve reconhecer o sentimento e escolher uma resposta possível sem deixar a agitação decidir tudo.

Pesquisas questionam a ideia de que colocar toda a raiva para fora é sempre a melhor maneira de se acalmar.

A revisão reuniu mais de dez mil participantes

Em 2024, a Universidade Estadual de Ohio divulgou uma revisão conduzida por Sophie Kjærvik e Brad Bushman. Os autores analisaram 154 estudos e 184 amostras independentes, reunindo 10.189 participantes, para comparar atividades que aumentam ou diminuem a ativação do corpo.

O trabalho foi publicado na revista Clinical Psychology Review. No conjunto analisado, atividades que elevavam a agitação, como socar um saco ou correr, não reduziram a raiva de maneira geral. Isso não significa que exercícios físicos sejam prejudiciais à saúde.

O que funcionou melhor para reduzir a agitação?

A revisão científica registrada no PubMed encontrou redução da raiva e da agressividade com atividades que diminuem a ativação física. Entre os exemplos estudados estavam respiração lenta, relaxamento, atenção plena e práticas de ioga mais tranquilas.

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Os efeitos apareceram em diferentes grupos e ambientes de pesquisa. Ainda assim, não existe uma técnica garantida para todas as pessoas. O resultado médio favorece baixar o ritmo do corpo antes de decidir como falar sobre aquilo que provocou a irritação.

Algumas atitudes tomadas no calor do momento podem manter o corpo em estado de agitação.

Desabafar não precisa virar uma explosão

Dizer o que incomodou e pedir uma mudança concreta é diferente de gritar contra alguém. Numa discussão em casa, por exemplo, a pessoa pode explicar que se sentiu desrespeitada e combinar limites sem bater em portas ou objetos.

Na prática, algumas atitudes ajudam a diferenciar essas situações:
  • Pausa curta: interromper a resposta enquanto a agitação está forte.
  • Respiração tranquila: reduzir o ritmo antes de voltar ao assunto.
  • Fato concreto: explicar qual atitude causou o incômodo.
  • Pedido claro: dizer o que precisa mudar na próxima vez.

Leia também: Steve Jobs sobre entender por que certos acontecimentos precisaram fazer parte do caminho: “Você não pode ligar os pontos olhando para a frente, só pode ligá-los olhando para trás”

Acalmar o corpo ajuda a preservar a resposta

A revisão trata de estratégias para reduzir a raiva e a agressividade, não de aceitar injustiças. Após se acalmar, uma pessoa ainda pode cobrar explicações, impor limites e buscar apoio. A mudança está em não confundir intensidade da reação com eficácia.

Quando a irritação surge, diminuir a agitação antes de responder pode dar espaço para escolhas mais úteis. Falar sobre a causa da raiva continua importante, mas a pesquisa não apoia a ideia de que gritar ou quebrar coisas seja o caminho para se tranquilizar, mesmo que pareça aliviar na hora.

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Tags: autocontroleemoçõespsicologiaraiva

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