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A psicologia explica por que algumas pessoas programam vários alarmes e continuam apertando a soneca

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
11/09/2026
Em Curiosidades
Programar vários horários também pode virar um hábito aprendido e incorporado à própria rotina de despertar

Programar vários horários também pode virar um hábito aprendido e incorporado à própria rotina de despertar

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A inércia do sono reduz atenção e disposição nos primeiros minutos após acordar, fazendo o primeiro alarme parecer insuficiente.↓ Ver no artigo
Vários alarmes podem funcionar como segurança contra o medo de perder o horário e não indicam, sozinhos, preguiça ou problema de sono.↓ Ver no artigo
Estudo publicado no Journal of Physiological Anthropology associou toques repetidos a mais sono leve e inércia nos últimos 20 minutos.↓ Ver no artigo

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Resumo da matéria
01
Acordar leva tempo
A inércia do sono deixa atenção e disposição reduzidas nos primeiros minutos depois de acordar, o que pode tornar o primeiro toque insuficiente.
inércia do sono
02
Alarme vira segurança
Programar vários toques também pode funcionar como proteção contra o medo de perder o horário, sem revelar sozinho preguiça ou problema de sono.
medo de atraso
03
Contexto importa
Quantidade de sono, horário biológico, sonolência durante o dia e funcionamento pela manhã ajudam a interpretar melhor o hábito da soneca.
rotina de sono

Programar vários alarmes e apertar a soneca pode parecer um modo de acordar aos poucos. Dois fatores explicam esse comportamento: a inércia do sono, com lentidão mental ao despertar, e o medo de perder o horário. Ainda assim, usar muitos alarmes não revela sozinho preguiça, ansiedade ou problema de sono.

Por que vários alarmes podem parecer necessários pela manhã?

Ao acordar, o cérebro não muda de sono para atenção total em um segundo. A inércia do sono é esse período de lentidão e sonolência logo após despertar. Para algumas pessoas, vários alarmes funcionam como uma tentativa de criar etapas entre dormir e levantar.

O próprio despertador também pode virar uma segurança contra atrasos. Quem teme não ouvir o primeiro toque pode programar reservas. Assim, a sequência não precisa indicar preguiça: pode misturar hábito, receio de perder o horário e dificuldade real de ficar alerta cedo.

A dificuldade para levantar pode ter relação com quantidade e qualidade do sono, além do horário escolhido

O que os estudos mostram sobre apertar a soneca?

Publicado no Journal of Physiological Anthropology, o estudo Effects of using a snooze alarm on sleep inertia after morning awakening avaliou estudantes e encontrou uso frequente da soneca, muitas vezes ligado ao medo de dormir além do horário.

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Na parte laboratorial, com uma amostra pequena, os toques repetidos prolongaram despertares e sono leve nos últimos 20 minutos e foram associados a mais inércia do sono. O resultado ajuda a explicar o comportamento, mas não permite concluir que toda soneca tenha o mesmo efeito em todas as pessoas.

Quais fatores podem tornar o despertar mais difícil?

Além da inércia, o horário pode bater de frente com o ritmo biológico de cada pessoa. Quem tende a dormir e acordar mais tarde pode sentir maior dificuldade quando precisa levantar cedo. Dormir menos do que precisa também aumenta a sensação de que o primeiro alarme chegou cedo demais.

O hábito ainda pode ser reforçado pelo alívio imediato de apertar a soneca. Ficar mais alguns minutos na cama parece recompensador naquele instante, mesmo que o despertar seguinte continue difícil. Repetido diariamente, esse ciclo pode virar uma resposta automática ao som do alarme.

A seguir listamos quatro fatores ligados ao despertar que podem aumentar a vontade de programar alarmes extras ou voltar a dormir por alguns minutos:

  • Sono curto: poucas horas na cama podem aumentar a dificuldade de levantar no horário.
  • Horário biológico: pessoas mais noturnas podem sentir mais sonolência quando precisam acordar cedo.
  • Inércia do sono: os primeiros minutos após acordar podem trazer lentidão e vontade de voltar a dormir.
  • Medo de atraso: alarmes extras podem funcionar como uma garantia contra dormir além da hora.

Leia também: Por que algumas pessoas ficam desconfortáveis ao receber elogios e mudam de assunto, segundo a psicologia

Como observar se o hábito é só rotina ou sinal de sono ruim?

O ponto principal é observar como a manhã funciona depois. Usar dois alarmes e levantar bem é diferente de precisar de muitos toques, perder compromissos e passar horas sonolento. O número sozinho diz pouco; duração do sono, regularidade e funcionamento durante o dia dão mais contexto.

Também importa notar se existe sonolência persistente fora do momento de acordar. Cansaço forte durante o dia, cochilos involuntários ou dificuldade constante de despertar podem ter causas que vão além do costume. Nesses casos, avaliar o sono de forma clínica pode ajudar a entender o padrão.

A seguir listamos quatro situações para observar que ajudam a diferenciar uma rotina de despertar de um padrão que merece mais atenção:

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DADOS EM FOCO
O que observar nos alarmes da manhã
Comparação entre uso rotineiro de alarmes, sonolência e sinais que podem pedir avaliação mais ampla.
Situação Pista possível O que observar
Poucos alarmes A pessoa levanta e funciona bem depois Rotina pode ser apenas preferência
Muitos toques Há longas sequências antes de levantar Observar duração e horário do sono
Sonolência diurna Cansaço continua por boa parte do dia Padrão merece avaliação mais ampla
Atrasos frequentes Alarmes não garantem o despertar Rever rotina e possíveis causas

Quando reduzir os alarmes pode fazer sentido?

Reduzir alarmes costuma fazer mais sentido quando existe horário de sono consistente e tempo suficiente na cama. Ajustar a rotina para que o primeiro toque fique mais perto do momento real de levantar pode diminuir a negociação repetida com a soneca sem depender de força de vontade.

Se vários alarmes ainda parecem indispensáveis, vale olhar primeiro para a qualidade do despertar, não para culpa. O hábito pode reunir sono insuficiente, preferência de horário, inércia e medo de atraso. Entender qual parte pesa mais é mais útil do que tratar todo uso da soneca como defeito pessoal.

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Tags: alarmespsicologiasonecasono

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