A Interstate 70 atravessa a Divisória Continental dos Estados Unidos pelo Túnel Eisenhower–Johnson, um conjunto de duas galerias rodoviárias escavadas sob as Montanhas Rochosas. A passagem fica a uma altitude média de aproximadamente 3.387 metros e representa o ponto mais elevado do sistema interestadual americano.
Cada galeria conduz duas faixas em um sentido. Essa configuração permite que carros e caminhões cruzem a montanha sem subir até o Loveland Pass, uma estrada estreita, sinuosa e muito mais exposta à neve, ao vento e ao gelo durante o inverno do Colorado.

Por que foi necessário atravessar a montanha por baixo?
Antes da abertura do túnel, uma das principais rotas entre os lados leste e oeste do Colorado passava pela US 6 sobre o Loveland Pass, cujo ponto mais alto chega a aproximadamente 3.655 metros. A travessia exigia enfrentar curvas fechadas e condições meteorológicas severas.
A criação de uma passagem sob a Divisória Continental reduziu a exposição dos veículos à parte mais alta da montanha e eliminou cerca de 15 quilômetros da antiga rota. O túnel também consolidou a I-70 como corredor para passageiros, mercadorias e acesso às cidades e estações de esqui do oeste do estado.
Quais sistemas mantêm as duas galerias em operação?
O tubo Eisenhower recebe o tráfego para oeste, enquanto o Johnson conduz os veículos para leste.
Grandes ventiladores renovam o ar e ajudam a controlar a concentração de monóxido de carbono.
Operadores acompanham tráfego, qualidade do ar, equipamentos e ocorrências durante todo o dia.
Três corredores para pedestres conectam as galerias e auxiliam o acesso durante emergências.
Um sistema instalado abaixo da pista recolhe infiltrações e a água transportada pelos veículos.
As equipes possuem veículos de combate a incêndio e reboque para agir dentro e perto dos túneis.
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Como os trabalhadores atravessaram a Divisória Continental?
A escavação avançou por formações compostas principalmente por granito, além de gnaisse e xisto. Falhas geológicas, rochas fraturadas, pressão interna e infiltrações tornaram a obra mais lenta e perigosa do que os estudos iniciais indicavam.
- Galerias exploratórias ajudaram a investigar a rocha sob a montanha.
- Os portais foram abertos nos lados leste e oeste da Divisória Continental.
- Perfurações receberam explosivos para fragmentar sucessivas seções da rocha.
- O material desmontado foi retirado para permitir o avanço das equipes.
- Suportes metálicos estabilizaram os trechos com maior risco de deslocamento.
- Concreto revestiu as paredes e a abóbada das galerias principais.
- Dutos de ventilação foram instalados sobre o teto visível pelos motoristas.
- Redes de drenagem passaram sob o pavimento das duas pistas.
- Iluminação, sensores e sistemas de comunicação completaram a instalação.
- A primeira galeria abriu em 1973 e a segunda entrou em operação em 1979.
A construção do tubo Eisenhower começou em março de 1968 e levou cinco anos, dois além da previsão inicial. Aproximadamente seis mil pessoas participaram dessa primeira etapa, somando cerca de 4,9 milhões de horas de trabalho em um ambiente marcado por frio, altitude e rocha instável.
Quais números definem o Túnel Eisenhower–Johnson?
| Nome | Eisenhower–Johnson Memorial Tunnel |
|---|---|
| Rodovia | Interstate 70 |
| Localização | Aproximadamente 97 quilômetros a oeste de Denver, Colorado |
| Obstáculo atravessado | Divisória Continental sob as Montanhas Rochosas |
| Altitude média | 11.112 pés, aproximadamente 3.387 metros |
| Galeria Eisenhower | 1,693 milha, aproximadamente 2,72 quilômetros |
| Galeria Johnson | 1,697 milha, aproximadamente 2,73 quilômetros |
| Configuração | Dois tubos com duas faixas de tráfego em cada sentido |
| Sentido do tubo Eisenhower | Oeste |
| Sentido do tubo Johnson | Leste |
| Inclinação interna média | 1,64% de subida em direção ao oeste |
| Maior largura escavada | Aproximadamente 12,2 metros |
| Maior altura escavada | Aproximadamente 14,6 metros |
| Abertura do Eisenhower | 8 de março de 1973 |
| Abertura do Johnson | 21 de dezembro de 1979 |
| Neve média na região | Cerca de 315 polegadas, aproximadamente 8 metros, entre novembro e abril |
| Rota anterior | US 6 sobre o Loveland Pass |
O túnel mantém a rodovia aberta durante qualquer nevasca?
A passagem subterrânea evita o trecho mais alto e exposto do Loveland Pass, mas não torna a I-70 imune ao inverno. Neve intensa, gelo, avalanches nas aproximações, acidentes e veículos sem equipamentos adequados podem provocar congestionamentos, controle de fluxo ou fechamento temporário.
O próprio túnel também precisa de manutenção, monitoramento do ar e resposta rápida a veículos parados. Sua importância está em oferecer uma travessia mais protegida e eficiente sob a montanha, não em eliminar todos os riscos das Montanhas Rochosas. Em condições severas, as autoridades ainda podem restringir o tráfego para preservar a segurança.



