A Queensferry Crossing atravessa 2,63 quilômetros sobre o Firth of Forth, estuário que conecta o Rio Forth ao Mar do Norte. Seu tabuleiro rodoviário permanece suspenso por 288 estais distribuídos entre três torres de concreto.
Nos dois vãos principais, parte dos cabos ultrapassa o ponto médio e se cruza com os estais lançados pela torre vizinha. Essa sobreposição cria uma ligação adicional entre o tabuleiro e o sistema de sustentação, ajudando a estabilizar a torre central diante de cargas desequilibradas.

Por que a ponte precisava de uma torre no meio do estuário?
A travessia foi projetada com dois vãos principais de aproximadamente 650 metros. Uma torre central fundada sobre Beamer Rock permite dividir a grande distância navegável, evitando a necessidade de apenas um vão extremamente longo e de torres ainda maiores.
O desafio é que a torre do meio recebe tabuleiros suspensos dos dois lados, sem um vão lateral curto para funcionar como contrapeso. Se o tráfego ou o vento carregar um dos lados mais intensamente, a estrutura precisa resistir à diferença de forças entre os dois vãos.
Como os cabos cruzados estabilizam a torre central?
Duas estruturas laterais e uma central transferem as forças dos estais para as fundações.
A torre central permanece posicionada entre dois trechos estaiados de aproximadamente 650 metros.
Cabos de torres vizinhas atravessam a metade dos vãos e formam cruzamentos visíveis sobre a pista.
Os cruzamentos ajudam a controlar os movimentos provocados por diferenças de carga entre os lados.
Segmentos metálicos unidos distribuem cargas de tráfego, vento e temperatura ao longo da travessia.
Painéis laterais vazados reduzem o impacto das rajadas sobre os veículos sem bloquear todo o ar.
Veja mais detalhes abaixo no canal Institution of Civil Engineers, com mais de 30 mil inscritos.
Como a ponte foi montada sobre o Firth of Forth?
A construção avançou simultaneamente a partir das três torres. Segmentos do tabuleiro foram elevados e acrescentados alternadamente aos dois lados de cada estrutura, formando balanços que permaneciam temporariamente suspensos pelos estais.
- Estudos geológicos definiram as posições das fundações dentro do estuário.
- Grandes estruturas temporárias permitiram trabalhar abaixo do nível da água.
- Fundações de concreto foram construídas para receber as três torres principais.
- A torre central foi apoiada sobre a formação rochosa conhecida como Beamer Rock.
- As torres cresceram em sucessivas etapas de concretagem.
- Segmentos metálicos do tabuleiro foram fabricados fora da posição definitiva.
- Guindastes elevaram peças que podiam pesar até 750 toneladas.
- Novos estais sustentaram cada avanço realizado a partir das torres.
- O tabuleiro central formou um balanço temporário de 644 metros.
- Os trechos lançados de torres vizinhas encontraram-se sobre os vãos.
- Os estais mais longos ultrapassaram a metade dos vãos e criaram os cruzamentos.
- Juntas, pavimentação, barreiras e sistemas de monitoramento completaram a rodovia.
O balanço montado a partir da torre central chegou a ser reconhecido como o maior balanço equilibrado independente do mundo antes da união definitiva. Durante essa fase, os estais precisavam manter centenas de metros de tabuleiro estáveis sem a continuidade estrutural existente na ponte concluída.
Quais números definem a Queensferry Crossing?
| Nome | Queensferry Crossing |
|---|---|
| Localização | Firth of Forth, Escócia |
| Extensão | 2,63 quilômetros |
| Tipo estrutural | Ponte estaiada com três torres |
| Vãos principais | Dois vãos de aproximadamente 650 metros |
| Número de estais | 288 cabos |
| Maior comprimento dos estais | Aproximadamente 400 metros |
| Altura da torre central | 211 metros acima da água |
| Posição da torre central | Fundação sobre Beamer Rock |
| Segmentos do tabuleiro | 122 unidades |
| Peso de um segmento | Até aproximadamente 750 toneladas |
| Configuração da pista | Duas faixas e acostamento em cada sentido |
| Proteção lateral | Painéis corta-vento com cerca de 3,6 metros de altura |
| Extensão das barreiras | Aproximadamente 5,7 quilômetros somando os dois lados |
| Abertura ao tráfego | 2017 |
| Rodovia | Autoestrada M90 |
Por que não usar uma ponte suspensa convencional?
Uma ponte suspensa utiliza dois cabos principais curvos, ancoragens de grande porte nas margens e pendurais verticais para sustentar o tabuleiro. Na Queensferry Crossing, os estais ligam diretamente a pista às torres, permitindo construir o tabuleiro em balanços sucessivos a partir de cada apoio.
A solução com três torres foi adaptada às condições do estuário e à posição de Beamer Rock. Os cabos cruzados não possuem função apenas visual: eles fornecem a rigidez adicional necessária para uma torre central compartilhada por dois vãos extensos. Mesmo com essa proteção, ventos extremos ou incidentes ainda podem provocar restrições temporárias ao tráfego.




