As 27 estruturas curvas do Templo de Lótus parecem pétalas prestes a se abrir sobre a paisagem de Nova Delhi. Revestidas de mármore branco e organizadas ao redor de um salão central, elas transformam uma flor associada à cultura indiana em uma grande obra de concreto.
O edifício funciona como uma Casa de Adoração Bahá’í e recebe pessoas de qualquer religião. Seu interior não possui estátuas, imagens devocionais, altares ou púlpitos permanentes, criando um ambiente onde a arquitetura envolve o visitante sem determinar como sua fé deve ser representada.

Por que o templo foi construído no formato de uma flor?
O arquiteto iraniano Fariborz Sahba procurava uma forma reconhecida por diferentes tradições presentes na Índia. O lótus, associado à pureza e à espiritualidade, permitiu criar essa ligação cultural sem reproduzir a imagem exclusiva de uma única religião.
O projeto também segue a organização de nove lados característica das Casas de Adoração Bahá’ís. As 27 pétalas foram reunidas em grupos de três, formando nove conjuntos que circundam o salão e orientam os nove acessos ao edifício.
Como as 27 pétalas formam a estrutura do templo?
Nove elementos curvam-se para fora e formam coberturas sobre as áreas que antecedem as entradas.
Outro conjunto envolve o edifício e ajuda a definir a silhueta de uma flor parcialmente aberta.
Os nove elementos mais fechados se elevam ao redor do espaço de oração e completam sua cobertura.
As formas semelhantes a pétalas são estruturas curvas de concreto armado revestidas externamente.
Pequenas placas acompanham as superfícies curvas e criam a aparência uniforme observada à distância.
Nove piscinas ao redor do templo reforçam a imagem de uma flor que nasce e flutua sobre a água.
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Como foi possível construir pétalas tão grandes e curvas?
As pétalas não são blocos maciços de mármore. O sistema resistente utiliza cascas de concreto armado, cujas superfícies recebem peças de revestimento claras. Essa solução reduz o peso em comparação com uma construção inteiramente executada em pedra.
- A geometria do lótus foi dividida em 27 elementos estruturais independentes.
- As pétalas foram organizadas em três camadas concêntricas de nove unidades.
- Fundações e estruturas inferiores receberam as cargas concentradas da cobertura.
- Fôrmas específicas reproduziram as superfícies curvas previstas pelo projeto.
- Armaduras de aço acompanharam a geometria das cascas de concreto.
- As pétalas foram concretadas com elevado controle dimensional.
- Placas de mármore branco foram aplicadas sobre as superfícies externas.
- Nove portas foram posicionadas entre os conjuntos de pétalas.
- Piscinas, passarelas e jardins completaram a composição arquitetônica.
A repetição de elementos não tornou a execução simples. Cada superfície possui dupla curvatura e precisava encontrar as demais dentro de tolerâncias reduzidas. O resultado foi uma cobertura contínua que aparenta leveza, embora dependa de concreto, aço e fundações para permanecer estável.
Quais números definem o Templo de Lótus?
| Nome popular | Templo de Lótus |
|---|---|
| Função | Casa de Adoração Bahá’í |
| Localização | Bahapur, Nova Delhi, Índia |
| Arquiteto | Fariborz Sahba |
| Conclusão | 1986 |
| Inauguração | 24 de dezembro de 1986 |
| Número de pétalas | 27 elementos organizados em grupos de três |
| Número de lados | Nove |
| Número de entradas | Nove portas voltadas para o salão central |
| Capacidade informada | Até 2.500 pessoas |
| Altura aproximada | Cerca de 34 metros |
| Diâmetro aproximado | 70 metros |
| Estrutura das pétalas | Cascas curvas de concreto armado |
| Acabamento externo | Revestimento de mármore branco |
| Elementos ao redor | Nove espelhos d’água, passarelas e jardins |
| Acesso religioso | Aberto a visitantes de qualquer fé |
Por que o salão não possui imagens religiosas?
As Casas de Adoração Bahá’ís são concebidas como espaços universais de oração e contemplação. Por isso, o salão do templo de Nova Delhi não possui ídolos, estátuas, altares ou imagens devocionais. A ausência desses elementos não significa ausência de religião, mas expressa a proposta de acolher pessoas de diferentes crenças no mesmo ambiente.
Textos sagrados podem ser lidos ou cantados, mas o espaço não é organizado ao redor de um sacerdote, uma imagem ou um ritual exclusivo. A luz, o silêncio e a cobertura formada pelas pétalas assumem o papel visual dominante, fazendo com que a própria arquitetura conduza a experiência dentro do salão.




