A rotatória submarina do Túnel de Eysturoy distribui veículos entre três ramificações escavadas na rocha sob o Atlântico. Além de organizar o tráfego, o salão central recebeu luzes coloridas e uma instalação artística inspirada na união entre os habitantes das Ilhas Faroé.
Por que uma rotatória foi construída debaixo do oceano?
O túnel precisava conectar a ilha de Streymoy, onde está a capital Tórshavn, a dois pontos diferentes da ilha de Eysturoy. Construir apenas uma passagem direta atenderia somente um dos lados do fiorde de Skálafjørður.
A rotatória permite que o motorista vindo da capital escolha entre Runavík e Strendur sem retornar à superfície. Os veículos dessas duas localidades também podem circular entre os lados do fiorde utilizando a mesma estrutura subterrânea.

Quais sistemas formam o encontro dos três túneis?
A área ampliada cria espaço para os veículos contornarem a ilha central e acessarem a ramificação desejada.
Os túneis conduzem o tráfego para Streymoy e para os dois lados do fiorde localizado em Eysturoy.
Parte da montanha foi preservada no centro e funciona como ilha visual para organizar a circulação.
Luzes azuis, verdes e vermelhas transformam o espaço técnico em um marco facilmente reconhecido pelos motoristas.
Equipamentos movimentam o ar e controlam a concentração de gases dentro da extensa rede subterrânea.
Canaletas e bombas recolhem infiltrações e impedem que a água se acumule nos pontos mais baixos da passagem.
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Como uma rodovia permanece seca sob o Atlântico?
O túnel não atravessa diretamente a água. Ele foi escavado na rocha existente sob o fundo oceânico, preservando uma camada mineral entre a galeria e o mar. Revestimentos, injeções e sistemas de drenagem controlam as infiltrações encontradas durante a operação.
- As galerias descem gradualmente a partir dos portais terrestres.
- A rocha ao redor recebe reforços conforme suas condições geológicas.
- Água infiltrada é conduzida para canaletas e pontos de bombeamento.
- A ventilação renova o ar usado pelos veículos.
- A rotatória distribui o tráfego entre as três ramificações.
- Câmeras, sensores e sinalização acompanham a circulação.
- As galerias voltam a subir até alcançar os portais nas duas ilhas.
Esse funcionamento depende da combinação entre geologia, escavação, impermeabilização, drenagem, ventilação e controle de tráfego. A rotatória é apenas a parte mais visível de uma infraestrutura que permanece operando continuamente sob o oceano.
Quais números definem o Túnel de Eysturoy?
| Nome | Eysturoyartunnilin, ou Túnel de Eysturoy |
|---|---|
| Localização | Ilhas Faroé, território autônomo do Reino da Dinamarca |
| Extensão total da rede | Aproximadamente 11.240 metros |
| Profundidade da rotatória | Cerca de 72,6 metros abaixo da superfície do fiorde |
| Ponto mais profundo do túnel | Aproximadamente 189 metros abaixo do nível do mar |
| Ramal entre Hvítanes e a rotatória | Cerca de 7.460 metros |
| Ramal de Runavík | Aproximadamente 2.153 metros |
| Ramal de Strendur | Aproximadamente 1.625 metros |
| Configuração rodoviária | Duas faixas de circulação com tráfego bidirecional |
| Início das escavações | 2017 |
| Abertura ao tráfego | 19 de dezembro de 2020 |
| Instalação artística | Anel metálico com aproximadamente 80 metros |
| Artista responsável | Tróndur Patursson |
| Tempo entre Tórshavn e Runavík | Reduzido de aproximadamente 64 para 16 minutos |
| Custo divulgado | Cerca de 1,3 bilhão de coroas dinamarquesas |
Por que a rotatória recebeu luzes e uma escultura?
O artista faroês Tróndur Patursson criou uma sequência de figuras metálicas que parecem caminhar de mãos dadas ao redor do pilar central. A obra faz referência à dança circular tradicional das Ilhas Faroé e representa a cooperação necessária para conectar comunidades separadas pelo mar.
A iluminação também ajuda na orientação. Depois de dirigir por galerias repetitivas, o motorista encontra um espaço visualmente diferente e identifica rapidamente o ponto de decisão. Reconhecida como a primeira rotatória submarina do mundo, a estrutura transformou uma solução de tráfego em símbolo cultural e atração do arquipélago.




