Uma vaga de garagem anunciada como livre pode mudar o valor e o uso de um apartamento. Em Belo Horizonte, a compradora descobriu depois do negócio que precisava retirar outro carro para conseguir sair. A Justiça responsabilizou a vendedora e a imobiliária e fixou R$ 5 mil por danos morais.
O que a compradora descobriu depois da compra?
O anúncio apresentava o apartamento com uma vaga livre. Isso indicava que o veículo poderia entrar e sair sem depender da movimentação de outro automóvel.
Após concluir a compra, a mulher foi informada pelo condomínio de que a vaga era presa. A decisão sobre a vaga anunciada de forma errada relata que a situação dificultou o uso do imóvel e provocou conflitos com outros moradores.

Por que a vendedora e a imobiliária foram condenadas?
A Justiça entendeu que houve falha no dever de informar. A vendedora conhecia as condições do imóvel, enquanto a imobiliária participou do anúncio e da negociação.
A condenação foi solidária, o que permite cobrar o valor dos responsáveis pela informação errada. Os pontos que pesaram foram:
Por que o condomínio não foi responsabilizado?
A troca no uso das vagas nasceu de um acordo informal entre antigos proprietários. O condomínio não tinha participado do anúncio nem fornecido a informação usada para convencer a compradora.
Por esse motivo, o pedido contra o condomínio foi rejeitado. A responsabilidade ficou com quem vendeu e intermediou o imóvel.
Antes da compra, alguns documentos ajudam a reduzir esse risco:
- Matrícula do imóvel: mostra como a vaga aparece no registro.
- Convenção do condomínio: apresenta regras de uso e divisão das garagens.
- Planta da garagem: permite conferir localização, acesso e obstáculos.
- Ata de assembleia: pode revelar acordos, mudanças ou conflitos antigos.
- Declaração escrita: registra as características prometidas pelo vendedor.

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Qual é a diferença entre uma vaga livre e uma vaga presa?
A vaga livre permite retirar o carro sem mover outro veículo. A vaga presa fica atrás ou na frente de outra, criando dependência entre moradores.
O Código de Defesa do Consumidor atualizado exige informação clara e correta sobre as características da oferta. Na prática, os cenários ficam assim:
A compradora também recebeu indenização por perda financeira?
Não. Ela pediu reparação material porque uma vaga presa poderia reduzir o valor do apartamento, mas não comprovou uma perda concreta. O imóvel ainda foi vendido depois por preço superior ao da compra.
A 12ª Câmara Cível manteve apenas os R$ 5 mil por danos morais. A reunião de decisões sobre vagas de garagem mostra como esse espaço gera conflitos diferentes conforme o registro e as regras do prédio.
A explicação geral sobre áreas de estacionamento ajuda a situar os formatos usados nos imóveis. Na garagem, uma palavra no anúncio pode decidir anos de convivência.




