O chamado alimento dos deuses vem do cacau, base do chocolate. Um estudo de 2025 ligou níveis maiores de teobromina no sangue a sinais de envelhecimento biológico mais lento. Para o cérebro, os resultados são promissores, mas ainda não são fechados.
Por que o cacau é chamado de alimento dos deuses?
O cacau recebe esse apelido por causa de seu nome científico, Theobroma cacao. A palavra Theobroma pode ser traduzida como “alimento dos deuses” ou “manjar dos deuses”.
O nome foi dado pelo botânico Carl von Linné no século XVIII. Registros reunidos pela Embrapa mostram que o cacau já tinha forte valor cultural entre povos da América antes da chegada dos europeus.

O que a teobromina tem a ver com o envelhecimento?
A teobromina é um composto natural presente nas sementes de cacau. Ela lembra a cafeína, mas costuma ter uma ação estimulante mais suave no corpo humano.
O estudo publicado na revista Aging encontrou estes pontos principais:

O cacau pode proteger a memória e evitar Alzheimer?
A relação entre cacau e saúde do cérebro ainda está em estudo. Os flavanóis, compostos presentes no cacau, podem agir no fluxo de sangue do cérebro e em áreas ligadas à memória.
Os trabalhos publicados até agora apontam estes caminhos:
- Estudos pequenos encontraram melhora em alguns testes de memória e atenção.
- Os resultados mudam conforme a idade, a quantidade usada e o tempo do estudo.
- O cacau não é considerado tratamento para perda de memória.
- Ainda não existe prova de que chocolate evite a doença de Alzheimer.
- Uma alimentação equilibrada continua sendo mais importante que um alimento isolado.
Uma revisão sobre cacau e função cerebral encontrou sinais positivos, mas também destacou diferenças grandes entre os estudos.

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O que os principais estudos encontraram?
Os resultados são diferentes porque os pesquisadores usam produtos, doses e grupos de pessoas distintos. Alguns trabalhos estudam chocolate, enquanto outros usam extratos concentrados de cacau.
A comparação abaixo resume os dados mais importantes:

Como consumir cacau sem transformar a pesquisa em exagero?
O estudo não definiu uma quantidade de chocolate capaz de retardar o envelhecimento. Os próprios pesquisadores da King’s College London alertam que comer mais chocolate não garante o benefício, pois o produto também pode ter açúcar e gordura.
Produtos com maior teor de cacau costumam ter mais sólidos do fruto, mas o processamento pode mudar a quantidade de flavanóis. O alimento dos deuses pode fazer parte da alimentação, porém não substitui frutas, verduras, atividade física, sono adequado ou acompanhamento médico.




