O uso de bicicletas elétricas por jovens tem gerado intensos debates sobre segurança viária em todo o país. Atualmente, o cenário legislativo brasileiro passa por uma fase de transição, com diferentes projetos em análise para estabelecer normas mais rígidas de circulação e definir uma idade mínima para condutores.
Como funciona a regulamentação atual no Brasil?
A norma vigente é regida pela Resolução nº 996/2023 do CONTRAN. Segundo o texto, equipamentos de mobilidade individual com pedal assistido e potência de até 1 kW não exigem habilitação ou idade mínima federal.
Dessa forma, o enquadramento jurídico diferencia bicicletas de ciclomotores, que possuem motor acima de 1 kW e exigem autorização específica. Essa distinção cria um vazio normativo que muitos municípios e parlamentares tentam preencher através de novas propostas legislativas em trâmite.

O que prevê o Projeto de Lei nº 4.920/2025?
O PL 4.920/2025 propõe um marco nacional para o setor. O texto busca padronizar regras de segurança e fiscalização, estabelecendo a idade de 15 anos como piso para condutores de veículos motorizados elétricos em todo o território brasileiro.
Confira os pontos centrais da proposta em análise na Câmara dos Deputados:
- Exigência de capacete certificado pelo Inmetro para todos os ocupantes.
- Criação de um cadastro nacional para o registro dos veículos.
- Limites de velocidade fixados em 6 km/h para áreas de pedestres e 25 km/h em ciclovias.
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Por que municípios estão propondo leis próprias?
A fragmentação regulatória ocorre pela falta de uma regra federal clara sobre a idade mínima. Cidades como Serra e Vitória, no Espírito Santo, tentaram implementar restrições locais de 16 anos, embora enfrentem desafios jurídicos e vetos do executivo municipal.
Esse movimento demonstra a preocupação crescente com o aumento de acidentes urbanos. Muitos gestores buscam autonomia para atuar preventivamente enquanto o Congresso Nacional não finaliza a votação das diretrizes nacionais que deverão valer para todas as cidades brasileiras.

Quais são os principais riscos para os adolescentes?
O aumento da circulação desses veículos sem um preparo adequado dos jovens condutores elevou a taxa de sinistros. A falta de conhecimento sobre as leis de trânsito e a velocidade alcançada pelos equipamentos tornam a condução perigosa para usuários menores de idade.
Especialistas reforçam que a educação para o trânsito deve acompanhar qualquer mudança na lei. O objetivo é garantir que a mobilidade urbana ocorra de forma segura, reduzindo impactos e colisões que colocam em risco tanto o condutor quanto os pedestres que compartilham os espaços públicos.
Como será a fiscalização após a aprovação da lei?
Após a possível sanção do novo marco legal, a fiscalização deve se tornar mais rigorosa. A integração entre órgãos municipais de trânsito e o sistema nacional será necessária para validar o uso das bicicletas elétricas nas ruas urbanas de maneira ordenada.
O cumprimento da idade mínima e o uso de equipamentos de proteção serão os pilares para a redução de mortes e feridos. A expectativa é que as novas regras tragam mais clareza para pais, adolescentes e agentes de trânsito que operam diariamente nas vias brasileiras.




