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O único lugar do planeta onde vive a arara-azul-de-Lear: a cidade baiana de 37 mil habitantes que abriga 60% de uma reserva candidata a Patrimônio Mundial

Vitor Bruno Por Vitor Bruno
19/05/2026
Em Cidades
O único lugar do planeta onde vive a arara-azul-de-Lear: a cidade baiana de 37 mil habitantes que abriga 60% de uma reserva candidata a Patrimônio Mundial

O único lugar do planeta onde vive a arara-azul-de-Lear // IMAGEM ILUSTRATIVA

Encravada no sertão nordeste da Bahia, a 377 km de Salvador, esta cidade reúne o que poucos lugares no mundo conseguem oferecer juntos. Jeremoabo guarda dentro do seu território a maior parte de uma das áreas mais áridas e mais protegidas do Brasil, palco da descoberta de uma das aves mais raras do planeta. Tudo isso convive com uma das festas juninas mais comentadas do Nordeste.

Por que Jeremoabo entrou no mapa do mundo?

O motivo está ao sul do município, em paredões de arenito que escondem ninhos de uma arara que o mundo levou mais de 150 anos para encontrar. Em 1978, o ornitólogo alemão Helmut Sick confirmou no sertão baiano a área de ocorrência da arara-azul-de-Lear, espécie descrita em 1856 mas até então um mistério. O primeiro exemplar coletado por ornitólogos saiu justamente da região de Serra Branca, em terras jeremoabenses.

Hoje, a cidade abriga a base de campo do programa nacional de conservação da espécie. O município concentra cerca de 60% da área da Estação Ecológica Raso da Catarina, unidade federal de 104.844 hectares gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Jeremoabo surpreende pela hospitalidade de seu povo e pela beleza rústica de seus monumentos naturais // Créditos: Facebook da Prefeitura de Jeremoabo

Reconhecimento nacional e internacional na rota da Caatinga

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) incluiu a região do Raso da Catarina na lista indicativa brasileira para reconhecimento internacional como Patrimônio Mundial Natural, justificando a indicação pela biodiversidade única e por abrigar espécies como a arara-azul-de-Lear, o tatu-bola e a onça-parda.

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O destaque internacional vem também das aves. O censo divulgado em 2023 pelo ICMBio contabilizou cerca de 2.254 araras-azuis-de-Lear no Raso da Catarina e no Boqueirão da Onça, número bem superior aos 1.469 registrados em 2019. Segundo a Agência Eco Nordeste, a espécie é endêmica da Caatinga e só existe nesta região do nordeste baiano.

O cenário também é cultural. O município ganhou projeção nacional pela Alvorada de Jeremoabo, considerada a maior alvorada junina do mundo. Em 2024, a festa reuniu mais de 20 mil pessoas nas ruas do centro, com trios elétricos saindo às 5h da manhã.

O que fazer em Jeremoabo?

O destino combina natureza bruta da Caatinga, cultura popular e história colonial. Entre as principais experiências, destacam-se:

  • Reserva Ecológica Serra Branca: paredões de arenito que abrigam um dos dois sítios de nidificação da arara-azul-de-Lear no planeta, com observação acompanhada por guias locais.
  • Estação Ecológica Raso da Catarina: cânions secos, vegetação típica e fauna endêmica, com acesso restrito a fins científicos e educativos autorizados pelo ICMBio.
  • Lagoa do Raso: espelho d’água cercado por paisagem sertaneja, refúgio de espécies de aves e palco de lendas locais.
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição: centro do casario antigo, herança da freguesia criada em 1718 como São João Batista de Geremoabo.
  • Alvorada de Jeremoabo: o ponto alto do calendário, no domingo do São João, com forró, piseiro e vaquejada.

A gastronomia sertaneja é parte essencial da visita, com receitas que aproveitam o que o bioma oferece. Os pratos mais procurados são:

  • Buchada de bode: clássico do sertão, com estômago do animal recheado pelas próprias vísceras temperadas, servido com farinha de mandioca.
  • Carne de sol com pirão de leite: combinação rica preparada com manteiga de garrafa e queijo coalho derretido.
  • Baião de dois: arroz com feijão-de-corda, carne seca, queijo coalho e manteiga de garrafa em um único prato.
  • Doces de licuri e umbu: frutos típicos da Caatinga transformados em doces caseiros vendidos em feiras da região.

Quem quer conhecer o interior baiano, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Marcha no Turismo, onde mostram as ruas e paisagens de Jeremoabo, Bahia:

Qual a melhor época para visitar Jeremoabo?

A cidade tem clima semiárido, com temperaturas elevadas o ano inteiro e baixa pluviosidade. A escolha do mês ideal depende do tipo de experiência que se busca: festa popular, paisagem verde ou observação de fauna.

Veja o que esperar em cada estação no calendário jeremoabense:

🦜 Verão
Dezembro a Fevereiro 22°C a 33°C
As precipitações transformam a paisagem árida em um verde vivo! Ótima fase para admirar a Caatinga verde e observação de aves na região.
🌤️ CHUVA MÉDIA
🥾 Outono
Março a Maio 21°C a 31°C
O volume de água atinge o ápice no semiárido baiano. Aventure-se pelas vastas e belas trilhas e conheça a Lagoa do Raso cheia.
🌧️ CHUVA ALTA
🎉 Inverno
Junho a Agosto 19°C a 30°C
A melhor e mais concorrida época! O ar seco e o clima de festa dominam as ruas para celebrar a Alvorada e as grandes festas juninas.
⭐ FESTAS JUNINAS
🍽️ Primavera
Setembro a Novembro 22°C a 34°C
A temperatura volta a subir devagar com os dias quentes. Viva esse clima para se aprofundar na cultura local e gastronomia sertaneja.
☀️ CHUVA BAIXA

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme o ano.

Como chegar até a cidade do sertão baiano?

O acesso mais comum é por carro a partir de Salvador, em um trajeto de aproximadamente 377 km e cerca de 5h30 pelas rodovias BR-324, BR-101 e BR-110. O caminho passa por Alagoinhas, Ribeira do Pombal e Cícero Dantas antes de chegar ao centro de Jeremoabo. Há também opção de ônibus rodoviário regular saindo da capital baiana, com viagens diárias para a região.

Leia também: Eleita 1º lugar em qualidade de vida em Minas Gerais: a única cidade do Brasil na rota termal europeia tem águas sulfurosas a 45°C dentro de um vulcão extinto

Conheça o sertão que o mundo redescobriu

O município reúne uma combinação rara: natureza endêmica protegida, herança colonial preservada e uma festa popular que move o calendário do Nordeste. Poucos lugares do Brasil oferecem a chance de ver, no mesmo destino, uma ave que só existe ali e uma alvorada que começa antes do sol nascer.

Você precisa conhecer Jeremoabo e sentir de perto o sertão que abriga uma das histórias mais bonitas de conservação da fauna brasileira.

Tags: BahiacidadesJeremoabo

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