A 75 km de Salvador, uma antiga vila de pescadores combina ruínas portuguesas do século XVI, um centro de pesquisa científica que recebe meio milhão de visitantes por ano e mais de uma dezena de praias com piscinas naturais. A Praia do Forte, distrito de Mata de São João, no litoral norte da Bahia, virou um dos cartões-postais mais completos do Nordeste.
Reconhecimento nacional e internacional do destino baiano
A vila concentra dois patrimônios reconhecidos do país. O Castelo Garcia D’Ávila foi tombado pelo reconhecimento patrimonial federal em 1937 e é considerado o único exemplar de arquitetura medieval em todas as Américas, segundo a Fundação Garcia D’Ávila, que administra o monumento. A construção começou em 1551 e está erguida no alto da Colina de Tatuapara.
Já o Centro de Visitantes do Projeto Tamar é o mais frequentado do Brasil, com cerca de 500 mil pessoas por ano, conforme dados da própria Fundação Projeto Tamar. O espaço também figura entre os dez museus mais visitados do país, segundo registros oficiais. A região é a principal área remanescente de desova da tartaruga-cabeçuda e da tartaruga-de-pente no Atlântico Sul.
A vila, que em 1982 tinha apenas 500 moradores e era acessada por balsa sobre o rio Pojuca, virou um dos destinos mais procurados do litoral nordestino e ganhou o apelido de Polinésia Brasileira nos guias internacionais de turismo.

O que fazer na Praia do Forte com poucos dias
O destino baiano combina passeios históricos, ecoturismo e mar calmo. Entre os principais pontos para conhecer, destacam-se:
- Centro de Visitantes do Projeto Tamar: tanques e aquários com 750 mil litros de água salgada e quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.
- Castelo Garcia D’Ávila: ruínas com museu interativo, masmorras e espetáculo noturno de vídeo mapping que recria episódios do Brasil Colônia.
- Piscinas naturais: formadas pelos recifes de corais na maré baixa, em frente à vila, com águas calmas e transparentes.
- Praia do Forte, a principal: longa faixa de areia clara com coqueirais e estrutura de quiosques pé na areia.
- Igreja de São Francisco de Assis: pequena capela colonial ao lado do Tamar, na rua principal da vila.
- Reserva de Sapiranga: cerca de 600 hectares de Mata Atlântica preservada, com trilhas, cachoeiras e tirolesa.
A gastronomia local mistura frutos do mar frescos com receitas tradicionais baianas, servidas em restaurantes pé na areia e bistrôs da Alameda do Sol. Entre os pratos mais procurados, estão:
- Moqueca de peixe: cozida com leite de coco, dendê e pimentões, servida na panela de barro.
- Camarão na moranga: clássico da cozinha baiana, com camarões em creme servido dentro da abóbora.
- Bobó de camarão: feito com purê de mandioca, leite de coco e dendê.
- Acarajé: bolinho de feijão fradinho frito no dendê, recheado com camarão seco e vatapá.
- Peixe assado na folha de bananeira: técnica que mantém o peixe úmido e perfumado, comum nos quiosques da praia.
Quem busca piscinas naturais e contato com a natureza, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Vida sem Paredes, que conta com mais de 9,2 mil visualizações, onde a apresentadora mostra as atrações imperdíveis na Praia do Forte, na Bahia:
Quando visitar a Praia do Forte e o que aproveitar em cada época
O clima do destino baiano é tropical e quente o ano todo, mas a janela mais seca, entre setembro e fevereiro, favorece as piscinas naturais e os passeios pelo Castelo. A temporada de desova das tartarugas começa em setembro, e os filhotes nascem entre novembro e março, dado da Fundação Projeto Tamar.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo para Mata de São João, município ao qual a vila pertence. Condições podem variar.
Como chegar à vila do litoral norte baiano
O acesso mais comum é a partir de Salvador, capital do estado. Saindo do aeroporto Luís Eduardo Magalhães, são cerca de 50 km pela BA-099, conhecida como Estrada do Coco, em trajeto que leva pouco mais de uma hora de carro.
Da rodoviária da capital baiana saem ônibus e vans regulares para o destino, com ponto final na entrada da vila. Quem prefere conforto pode contratar serviços de transfer privativo. Da vila, é possível visitar atrações vizinhas como Imbassaí, Praia do Forte e a Costa do Sauípe usando táxis, tuk-tuks ou carro alugado.

Conheça a vila que reúne história colonial e tartarugas marinhas
A Praia do Forte concentra, em poucos quilômetros de areia, duas histórias que se cruzam: a colonização portuguesa do século XVI e o trabalho científico que salvou cinco espécies de tartarugas da extinção no litoral brasileiro. O destino baiano combina ruínas medievais, mar calmo e boa estrutura de pousadas, restaurantes e passeios.
Você precisa caminhar até as masmorras do Castelo Garcia D’Ávila, ver de perto os filhotes do Projeto Tamar e entender por que esta vila virou referência mundial em ecoturismo e história colonial.




