O cenário para brasileiros que dependem de tratamentos internacionais de alto custo mudou positivamente. A sanção da Lei 15.071/2024 restabeleceu um benefício essencial, garantindo que a saúde não seja sobrecarregada por tarifas alfandegárias excessivas.
O que motivou a criação desta nova lei?
A necessidade dessa lei que corta impostos surgiu após uma falha legislativa em junho de 2024. Durante a revisão das alíquotas para compras internacionais, o Congresso revogou acidentalmente a isenção para remédios que vigorava desde 1999.
Sem a isenção, medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras passaram a sofrer uma tributação de 60% pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS). Isso criou uma barreira financeira intransponível para muitas famílias, motivando a rápida tramitação do projeto de lei para corrigir a lacuna e proteger o direito à saúde.

Quais são as novas regras para a importação de medicamentos?
A legislação atual zera o Imposto de Importação para medicamentos adquiridos por pessoa física para uso próprio em remessas de até US$ 10 mil (aproximadamente R$ 61 mil). Acima desse valor, o benefício deixa de ser automático e passa a depender de atos normativos do Ministério da Fazenda.
Confira os principais pontos da lei que corta impostos:
- Limite de Valor: Isenção garantida para compras de até US$ 10.000,00 por remessa.
- Uso Pessoal: O benefício é exclusivo para indivíduos, proibindo a revenda.
- Autonomia Ministerial: O Ministério da Fazenda agora pode ajustar alíquotas sem depender de Medidas Provisórias.
- Limites do RTS: A lei remove o teto geral de US$ 3 mil especificamente para remédios, ampliando o alcance do benefício.
Como a lei afeta o comércio eletrônico e o Programa Mover?
A Lei 15.071/2024 vai além da saúde, incorporando diretrizes para a indústria automotiva no âmbito do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Ela também reforça a estrutura do Programa Remessa Conforme, permitindo alíquotas diferenciadas para plataformas de e-commerce que cumprem as normas fiscais brasileiras.
Ao fortalecer esses programas, a lei busca dar previsibilidade tanto para o consumidor final quanto para as grandes varejistas digitais. As plataformas cadastradas assumem o compromisso de enviar dados antecipadamente e repassar os tributos devidos, garantindo maior agilidade no desembaraço aduaneiro.

Quais tributos continuam sendo cobrados na importação?
É fundamental esclarecer que a isenção foca no Imposto de Importação (federal). Outros custos ainda podem incidir sobre a operação, como o ICMS (imposto estadual) e as taxas de despacho postal ou desembaraço aduaneiro. A lei que corta impostos federais não interfere na competência tributária dos estados.
Portanto, o consumidor deve ficar atento ao custo final da remessa. Mesmo com a alíquota federal zerada, o cálculo do ICMS pode variar conforme o estado de destino, sendo geralmente cobrado no momento da entrada da mercadoria no país ou na entrega final pelos Correios.
Por que o presidente vetou trechos da nova legislação?
A sanção veio acompanhada de dois vetos presidenciais estratégicos. O primeiro tratou da composição do conselho do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial. O segundo veto impediu que a responsabilidade tributária fosse transferida automaticamente para a empresa de e-commerce caso o produto não fosse devolvido ao exterior.
Entender a tributação de importação no Brasil é essencial para garantir acesso a tratamentos médicos vitais. Com esta nova lei que corta impostos, o governo federal sinaliza uma prioridade clara: assegurar que burocracias e tarifas não impeçam o acesso dos cidadãos a medicamentos essenciais produzidos fora do país.




