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Uma rede atacadista de supermercados entrou com pedido de falência preventiva em meio a demissões e fechamento de filiais

Carlos Emanoel Por Carlos Emanoel
09/04/2026
Em Economia
Uma rede atacadista de supermercados entrou com pedido de falência preventiva em meio a demissões e fechamento de filiais

A Caromar acumulou uma série de dificuldades financeiras nos últimos meses

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.

A rede atacadista Caromar, pertencente à família Manassero, entrou com pedido de recuperação judicial após registrar uma queda superior a 41% nas vendas entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025. A crise forçou o fechamento de diversas unidades e o desligamento de cerca de 100 trabalhadores, revelando um cenário preocupante para o setor atacadista argentino diante da retração do consumo.

O que levou a Caromar a pedir recuperação judicial?

A Caromar acumulou uma série de dificuldades financeiras nos últimos meses, impulsionadas pela combinação entre a queda na demanda dos consumidores e o aumento da concorrência de preços no mercado atacadista. Esse cenário tornou insustentável a operação de diversas unidades da rede, que opera também sob a marca El Coloso.

A recuperação judicial foi reconhecida pelo Juzgado Comercial N°1 como um “grande concurso”, dado o volume de dívidas e a quantidade de credores envolvidos. Esse mecanismo legal permite que a empresa reorganize suas finanças antes de decretar falência definitiva, sendo uma tentativa de manter as operações restantes em funcionamento.

Uma rede atacadista de supermercados entrou com pedido de falência preventiva em meio a demissões e fechamento de filiais
A Caromar acumulou uma série de dificuldades financeiras nos últimos meses

Quais filiais foram fechadas e quantos funcionários foram demitidos?

As filiais fechadas pela Caromar estão localizadas em Mar del Plata, Burzaco, La Tablada e San Justo. Com esses encerramentos, aproximadamente 100 trabalhadores perderam seus empregos, gerando um conflito trabalhista que tomou as ruas em janeiro de 2026, com protestos e bloqueios na rodovia 88.

O principal ponto de atrito entre a empresa e os ex-funcionários é a falta de pagamento das indenizações devidas. Pelo menos 15 trabalhadores desligados em dezembro de 2025 ainda aguardavam receber o que lhes era de direito, o que intensificou os manifestos contra a direção da rede atacadista. Os impactos dessas demissões se espalharam por diferentes regiões da Argentina.

Quais unidades da Caromar ainda estão em funcionamento?

Apesar das dificuldades, a Caromar ainda mantém cinco lojas abertas ao público. A continuidade dessas unidades depende diretamente do sucesso do processo de recuperação judicial e da capacidade da empresa de reorganizar suas obrigações financeiras perante fornecedores e credores.

As unidades ativas estão distribuídas da seguinte forma:

  • Laferrere, Moreno e José C. Paz, na província de Buenos Aires
  • Rosário, em Santa Fe
  • Neuquén, capital da província homônima
Uma rede atacadista de supermercados entrou com pedido de falência preventiva em meio a demissões e fechamento de filiais
A Caromar acumulou uma série de dificuldades financeiras nos últimos meses

Como a crise econômica impactou o setor atacadista?

O caso da Caromar não é isolado. O setor atacadista argentino vem sofrendo os efeitos diretos da crise econômica, com a retração do consumo das famílias e a pressão crescente sobre os preços. A disputa por competitividade entre redes maiores e menores tem eliminado margens e forçado reestruturações em diversas empresas do varejo.

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Esse contexto de instabilidade econômica tem gerado consequências diretas para trabalhadores e fornecedores. Os principais sinais de alerta que antecederam a crise da rede incluem:

  • Queda de mais de 41% nas vendas em um único ano
  • Dificuldades no pagamento de salários e indenizações
  • Encerramento progressivo de filiais sem comunicação prévia aos funcionários
  • Aumento das dívidas com fornecedores e prestadores de serviços

O que a recuperação judicial significa para os trabalhadores da Caromar?

Para os funcionários que ainda permanecem nos postos de trabalho, a recuperação judicial traz um misto de alívio e incerteza. O processo garante, em teoria, que a empresa continue operando enquanto negocia suas dívidas, o que protege temporariamente os empregos remanescentes. No entanto, a situação exige acompanhamento constante dos sindicatos e órgãos trabalhistas.

O Sindicato de Empregados do Comércio apontou que o caso Caromar está diretamente relacionado ao contexto de reforma trabalhista em curso no país, tornando-o um símbolo das tensões entre empregadores e trabalhadores no setor de varejo e atacado. A recuperação dos direitos dos demitidos continua sendo a principal reivindicação de quem perdeu o emprego com o fechamento das filiais.

Tags: falênciamercadorede atacadista

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