Em menos de dois anos, a Party City saiu de uma recuperação e voltou ao Chapter 11. A segunda falência abriu caminho para encerrar cerca de 700 lojas e desmontar as operações de varejo e atacado. O novo processo veio depois de uma reorganização concluída em 2023, que não evitou uma nova crise financeira.
Por que a Party City faliu pela segunda vez em menos de dois anos?
A Party City já havia recorrido ao Chapter 11 em janeiro de 2023. A primeira recuperação reorganizou dívidas e permitiu que a empresa voltasse a operar fora do processo ainda naquele ano, mas a melhora não criou uma saída duradoura.
O intervalo foi curto. O primeiro pedido ocorreu em 17 de janeiro de 2023, e a empresa saiu daquela recuperação em outubro. Em dezembro de 2024, cerca de 23 meses após a primeira entrada no tribunal, uma segunda falência recolocou a rede sob proteção judicial.

O que mudou entre a recuperação de 2023 e a quebra de 2024?
A primeira recuperação deu à companhia uma nova estrutura financeira, mas o negócio continuou exposto a custos altos e consumo mais fraco. Quando o caixa voltou a apertar, a alternativa passou de reorganizar a empresa para preparar um encerramento amplo das operações.
Em 21 de dezembro de 2024, o segundo processo de Chapter 11 foi iniciado no tribunal federal do sul do Texas. Dessa vez, a empresa anunciou também a redução ordenada de suas operações de varejo e atacado.
Por que cerca de 700 lojas entraram no fechamento?
A nova recuperação veio acompanhada de uma decisão mais pesada: iniciar vendas de encerramento em aproximadamente 700 lojas. A rede não estava apenas fechando alguns pontos fracos, mas desmontando a maior parte de sua operação corporativa nos Estados Unidos.
A empresa informou que manteria mais de 95% de cerca de 12 mil funcionários durante parte do processo para ajudar no encerramento. Esse quadro mostra a escala da operação necessária para liquidar estoque, atender clientes e fechar centenas de unidades de forma gradual.
A seguir listamos 4 números do encerramento que mostram a dimensão da segunda recuperação da Party City:
- Cerca de 700 lojas: unidades entraram em vendas de encerramento.
- Quase 12 mil funcionários: a maior parte seria mantida durante parte da transição.
- 23 meses: intervalo aproximado entre o primeiro e o segundo pedido.
- Mais de 10 mil credores: faixa indicada no processo judicial.
Quanto a dívida mostra sobre o tamanho da crise?
O pedido judicial colocou ativos e passivos na ampla faixa de US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões. O documento também indicava mais de 10 mil credores, sinal de uma estrutura financeira grande e complexa para uma rede que já tinha passado por recuperação pouco antes.
A primeira reorganização havia reduzido parte relevante das obrigações, mas a segunda quebra mostrou que cortar dívida não bastou para manter a antiga estrutura. Com caixa pressionado e centenas de lojas para sustentar, o processo de 2024 passou a priorizar a liquidação organizada.
A seguir listamos 3 sinais financeiros que ajudam a medir o tamanho da crise enfrentada pela rede:
| Indicador | Número | O que mostra |
|---|---|---|
| Lojas | Cerca de 700 | Escala do fechamento |
| Ativos e passivos | US$ 1 bi a US$ 10 bi | Tamanho financeiro do processo |
| Intervalo | Cerca de 23 meses | Proximidade das duas falências |
O que aconteceu com a antiga rede depois da segunda falência?
O fechamento atingiu a operação corporativa que entrou no segundo Chapter 11, incluindo a rede de aproximadamente 700 lojas anunciada para liquidação. Isso não impede que o nome Party City seja usado depois em franquias, licenças ou novos formatos comerciais sob outra estrutura.
A sequência resume a queda: primeira falência em 2023, saída da recuperação no mesmo ano e novo pedido em dezembro de 2024. Em menos de dois anos, a tentativa de reorganização terminou em liquidação da antiga rede, encerrando uma operação que dominou o setor de festas por décadas.




