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Justiça investiga empresa que deve R$ 1 bi e declarou só R$ 109 no banco: caso pode atingir multinacional sul-coreana

Gabriel Martins Por Gabriel Martins
09/02/2026
Em Economia
Justiça investiga empresa que deve R$ 1 bi e declarou só R$ 109 no banco! Caso pode atingir multinacional sul-coreana

Falência da Posco Brasil expõe passivo bilionário e patrimônio residual no país

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A Posco Brasil pediu autofalência no Ceará com passivo reconhecido de R$ 644 milhões, enquanto credores apontam até R$ 1 bilhão. A empresa declarou apenas R$ 109 em caixa, um terreno, um carro inoperante e R$ 4,8 mil, levantando acusações de blindagem internacional.

A derrocada da Posco Engenharia e Construção do Brasil, braço do grupo sul-coreano Posco, escancarou um contraste extremo entre um passivo estimado em até R$ 1 bilhão e um patrimônio declarado que mal ultrapassa centenas de reais em caixa, reacendendo disputas judiciais e acusações de blindagem internacional.

Como a Posco Brasil chegou à autofalência no Ceará?

A subsidiária protocolou pedido de autofalência na Justiça cearense alegando crise irreversível e ausência de atividade empresarial no país. No documento, informou não ter condições de honrar compromissos após encerrar operações, defendendo a falência como solução para concentrar cobranças em um único juízo.

O pedido revelou um choque imediato: enquanto credores apontam dívidas que podem alcançar R$ 1 bilhão, a empresa reconheceu oficialmente um passivo de cerca de R$ 644 milhões, formado sobretudo por obrigações trabalhistas, tributos e débitos entre empresas do grupo.

Justiça investiga empresa que deve R$ 1 bi e declarou só R$ 109 no banco! Caso pode atingir multinacional sul-coreana
Pedido de autofalência buscou concentrar cobranças após encerramento das operações

Quais bens a empresa declarou possuir no Brasil?

A lista patrimonial apresentada tornou-se um dos pontos mais sensíveis do processo, por evidenciar a distância entre o tamanho do projeto executado e os ativos remanescentes no país, como detalhado a seguir.

  • Saldo bancário: apenas R$ 109,80 em conta-corrente, valor simbólico diante do passivo.
  • Bens físicos: um terreno em São Gonçalo do Amarante (CE) avaliado em cerca de R$ 1,1 milhão e um Ford Fusion 2015/2016 sem funcionamento, com multas registradas.
  • Aplicações financeiras: aproximadamente R$ 4,8 mil informados no processo.

Qual foi o papel da obra da CSP nesse colapso?

A Posco Brasil foi criada essencialmente para executar a construção da usina da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), no Ceará, uma das maiores obras privadas do estado. O contrato é citado por credores como bilionário, com valor aproximado de US$ 5,5 bilhões.

Apesar de relatos de que o contrato teria sido integralmente pago, fornecedores, trabalhadores e o Fisco alegam que obrigações ficaram pendentes após a conclusão do empreendimento, comissionado em 2016, ano em que a empresa encerrou suas atividades no país.

Justiça investiga empresa que deve R$ 1 bi e declarou só R$ 109 no banco! Caso pode atingir multinacional sul-coreana
Obra da CSP concentrou atividades e originou grande parte das disputas

Leia mais: Ela largou tudo para seguir tornados nos EUA e transformou a perseguição de tempestades em uma carreira de 25 anos e muitas imagens raras

Por que há acusações de blindagem e disputa internacional?

Credores sustentam que a subsidiária brasileira operou como empresa de propósito único e teve seus ativos esvaziados após a entrega da obra, dificultando a execução de dívidas no Brasil. A autofalência seria, nesse contexto, uma estratégia para conter múltiplas cobranças.

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A nova crise chegou pouco tempo depois de uma tentativa de reorganizar as contas da empresa.

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Decisões iniciais já admitiram a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica, o que pode permitir que a cobrança avance sobre outras empresas do grupo Posco, inclusive no exterior, caso os requisitos legais sejam confirmados ao longo do processo.

Quais argumentos a empresa apresenta para justificar a crise?

A administração judicial apontada no caso atribui o colapso a fatores como recessão econômica entre 2014 e 2016, impactos da pandemia e mudanças no mercado siderúrgico, incluindo a concorrência internacional, especialmente do aço asiático.

A Posco Brasil também afirma que a não execução de uma segunda fase da CSP, que ampliaria a produção de placas de aço, impediu a geração de novas receitas. Sem expansão e sem novos contratos, a empresa declara ter se tornado economicamente inviável no país.

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Tags: AutofalênciafalênciaPosco Brasil

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