Perto de Star Carr, um giz de ocre de apenas 22 milímetros guardou uma ponta afiada e marcas de uso feitas há cerca de 10.000 anos. A peça veio da paisagem do antigo lago Flixton. Seu formato indica que o pigmento vermelho podia ser aplicado diretamente sobre uma superfície.
Por que um fragmento tão pequeno chamou atenção?
O objeto mede somente 22 mm de comprimento e 7 mm de largura. Mesmo assim, a extremidade não tem um formato aleatório. Ela foi trabalhada até formar uma ponta marcada por pequenas faces e riscos produzidos durante o uso.
A University of York apresentou a peça como um possível “giz” pré-histórico. O nome descreve sua forma e provável maneira de uso, sem afirmar que ela funcionava exatamente como um lápis moderno.

O que as marcas na superfície indicam?
O objeto foi estudado com microscopia e espectroscopia Raman, técnica que identifica materiais pela forma como eles respondem à luz de um laser. A análise confirmou a presença de hematita, mineral rico em ferro que produz uma forte tonalidade vermelha.
Quatro características sustentam a interpretação:
O objeto foi realmente encontrado em Star Carr?
A peça veio de Seamer Carr, uma área da mesma paisagem arqueológica do antigo lago Flixton. Outro objeto de ocre, um seixo riscado para produzir pó, foi encontrado em Flixton School House, no lado oposto do antigo lago.
Os dois objetos mostram formas diferentes de trabalhar o pigmento:
- O pequeno giz podia ser usado diretamente sobre uma superfície.
- O seixo era raspado para soltar pó vermelho.
- Ambos apresentam alterações provocadas por pessoas.
- As análises identificaram hematita nos materiais.
O famoso sítio de Star Carr faz parte dessa mesma paisagem mesolítica do Vale of Pickering. A área ao redor do antigo lago reúne vários locais ocupados por caçadores-coletores.

Para que o pigmento vermelho poderia ter sido usado?
Não existe uma superfície pintada preservada junto ao giz que revele sua função exata. Os pesquisadores trabalham com possibilidades como aplicação em peles de animais ou produção de marcas e desenhos. O formato mostra o uso, mas não permite saber o significado de cada marca feita há dez milênios.
Os dados confirmados ficam assim:
| Característica | Dado | Interpretação |
|---|---|---|
| Comprimento Peça de ocre | 22 mm | Medido |
| Largura Peça de ocre | 7 mm | Medido |
| Mineral Pigmento | Hematita | Confirmado |
| Uso exato Destino da cor | Superfície não preservada | Incerto |
O que uma peça de 22 milímetros acrescenta ao Mesolítico?
O estudo mostra que pigmentos vermelhos eram coletados e preparados de maneiras diferentes na região do antigo lago Flixton. Um pedaço servia para obter pó por raspagem, enquanto outro foi moldado numa forma compatível com aplicação direta.
O objeto é minúsculo, mas conserva uma sequência de decisões humanas: selecionar o mineral, dar forma à peça, afiar uma ponta e usá-la repetidamente. Essas marcas permitem reconstruir uma prática que quase nunca deixa vestígios tão claros depois de 10.000 anos.



