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Mãe empresta o celular ao filho de 9 anos para jogar e descobre R$ 2.400 em compras feitas com o cartão que estava salvo no aplicativo

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
31/08/2026
Em Notícias
Ter o cartão salvo no aplicativo pode facilitar compras sem que a criança perceba o gasto real

Ter o cartão salvo no aplicativo pode facilitar compras sem que a criança perceba o gasto real

O celular foi entregue apenas para uma partida rápida. Dias depois, a mãe encontrou R$ 2.400 em compras feitas por criança no jogo. O cartão já estava cadastrado e algumas transações passaram sem que ela percebesse. A idade do filho importa, mas não é a única informação necessária para discutir uma devolução. A situação é fictícia e será usada no decorrer do artigo para explicar quais pontos precisam ser considerados em casos semelhantes.

Uma criança de 9 anos pode contratar sozinha como um adulto?

O Código Civil considera absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos.

Isso torna relevante descobrir quem efetivamente realizou e autorizou a compra. No ambiente digital, porém, essa resposta nem sempre aparece apenas olhando o nome da conta. Também existem cartão salvo, senha, biometria, código do aparelho e configurações de confirmação.

A forma como as compras foram autorizadas pode ser importante para analisar as cobranças

A idade do filho garante que os R$ 2.400 sejam devolvidos?

Não é seguro prometer isso. A idade é um elemento importante, mas plataformas e meios de pagamento analisam outros dados antes de aceitar uma contestação ou pedido de reembolso.

Como exemplo, o Google Play diferencia compras não reconhecidas de compras feitas acidentalmente por amigo ou familiar usando a conta. A própria política informa que os pedidos são analisados conforme as circunstâncias.

O Código de Defesa do Consumidor também pode entrar na discussão?

Sim, quando existe uma relação de consumo. O Código de Defesa do Consumidor proíbe que o fornecedor se aproveite da fraqueza ou ignorância do consumidor considerando, entre outros fatores, sua idade.

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Mas isso não significa que toda compra feita num aparelho usado por criança seja automaticamente uma prática abusiva. Seria preciso analisar a forma como o produto foi oferecido, as barreiras de pagamento e quem era o titular da conta e do cartão.

O que a mãe poderia fazer logo depois de descobrir as cobranças?

A mão nessa situação pode fazer os seguintes passos:

  • salvar o histórico completo das compras;
  • registrar datas, horários, valores e nome do aplicativo;
  • verificar qual loja ou intermediador processou o pagamento;
  • alterar senha e exigir autenticação para novas compras;
  • usar o canal oficial de reembolso ou contestação da plataforma;
  • guardar protocolos e respostas recebidas.
Histórico do aplicativo e comprovantes ajudam a reconstruir como os valores foram acumulados

Leia também: Homem faz cerca de 90 mil apostas em sete meses, perde mais de R$ 200 mil e Justiça condena empresa de bet a devolver R$ 206 mil

Como evitar uma repetição depois do pedido de reembolso?

Mesmo enquanto a contestação é analisada, vale mudar as configurações. Remover o cartão salvo, exigir biometria ou senha em cada pagamento e ativar ferramentas de controle parental reduz o risco de novas compras.

No caso dos R$ 2.400, o resultado do pedido dependeria das circunstâncias concretas. A existência de uma criança de 9 anos pesa na análise, mas não substitui a verificação de quem autorizou, como o pagamento foi confirmado e quais regras eram usadas pela plataforma.

💡 Vale observarEm algumas plataformas, compras acidentais feitas por familiares possuem um fluxo próprio de reembolso. Isso é diferente de simplesmente declarar uma cobrança como totalmente desconhecida.
Tags: Cartãocompras no aplicativoCriançaReembolso

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