Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em Alta
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Entretenimento

Arqueólogos encontram colmeias de barro de 3.000 anos com restos de abelhas e revelam uma criação organizada dentro de uma cidade

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
31/08/2026
Em Entretenimento, Notícias
As colmeias mostram que a criação de abelhas fazia parte de uma atividade planejada dentro da cidade

As colmeias mostram que a criação de abelhas fazia parte de uma atividade planejada dentro da cidade

No meio de uma antiga área urbana, cerca de 30 colmeias de barro sobreviveram por aproximadamente três milênios. Elas já sugeriam criação de abelhas, mas havia uma prova ainda melhor dentro dos cilindros: restos de operárias, zangões, larvas e pupas confirmaram que ali funcionava um grande apiário.

Por que os cilindros encontrados em Tel Rehov chamaram tanta atenção?

As estruturas apareceram em Tel Rehov, no vale do Jordão. Eram cilindros feitos com argila não cozida e organizados em fileiras dentro da cidade. Um pequeno orifício permitia a entrada das abelhas, enquanto a outra extremidade dava acesso ao interior.

O estudo publicado na PNAS descreve cerca de 30 colmeias identificadas e estima que o apiário original pudesse ter reunido aproximadamente 100 a 200 unidades.

Vestígios preservados ajudam a confirmar que as estruturas realmente eram usadas para manter os insetos

Como os pesquisadores confirmaram que aquilo realmente abrigava abelhas?

O formato lembrava colmeias tradicionais, mas a confirmação veio do próprio conteúdo preservado. Dentro de alguns cilindros havia restos de favos carbonizados e partes de abelhas misturadas a material escuro preservado pelo incêndio que destruiu aquela área.

A análise encontrou diferentes fases e tipos de indivíduos, algo importante para identificar uma colônia ativa. Entre os vestígios estavam:

1
Abelhas operárias Partes de indivíduos adultos apareceram preservadas dentro das antigas estruturas.
2
Zangões A presença dos machos ajudou a mostrar que os cilindros abrigavam colônias de verdade.
3
Larvas e pupas Fases jovens do desenvolvimento foram encontradas junto aos restos de insetos adultos.
4
Restos de favos Material carbonizado relacionado aos favos também sobreviveu dentro de algumas colmeias.

Leia também: Um bumerangue de 72 centímetros foi esculpido em uma presa de mamute e pode ter até 42.290 anos, com riscos, polimento e pigmento vermelho ainda preservados

Por que colocar tantas colmeias dentro de uma cidade era incomum?

Um apiário grande reúne muitos insetos em um espaço relativamente pequeno. Isso chama atenção porque a atividade estava instalada numa área urbana densa, onde pessoas circulavam e outras construções ficavam próximas.

Os pesquisadores consideram possível que a localização ajudasse a proteger um produto valioso. Mel e cera tinham vários usos. A própria escala da instalação indica que a criação ultrapassava a manutenção de uma ou duas colmeias para consumo de uma família.

As evidências apontam para uma atividade organizada:

  • as colmeias estavam reunidas em fileiras;
  • o conjunto fazia parte de um complexo arquitetônico maior;
  • havia espaço de acesso para o manejo dos favos;
  • a estimativa total chega a 100 ou 200 colmeias.

A combinação permitiu aos autores descrever Tel Rehov como o mais antigo apiário conhecido encontrado no próprio local de funcionamento naquele momento da pesquisa.

LeiaTambém

O conteúdo do recipiente permaneceu preservado durante milênios antes de ser analisado

Arqueólogos encontraram uma massa branca dentro de um jarro numa tumba egípcia e análises apontaram queijo de cerca de 3.200 anos

01/09/2026
O objeto reunia diferentes funções em uma solução portátil criada há muitos séculos

Uma peça romana de cerca de 1.800 anos reunia seis utensílios dobráveis, incluindo faca, garfo e colher, como um antigo canivete suíço

01/09/2026
O sistema mostra uma preocupação prática com a água dentro de uma comunidade relativamente pequena

Uma aldeia de cerca de 500 moradores já usava canos de cerâmica há 4.000 anos para levar a água da chuva para fora das casas

31/08/2026
A inscrição transforma um objeto cotidiano em um registro raro sobre higiene no mundo antigo

Um pente de cerca de 3.700 anos guarda uma frase contra piolhos e ainda conserva restos do parasita entre os dentes

31/08/2026
O conjunto permite observar como uma produção especializada funcionava em plena área urbana

As abelhas eram iguais às que vivem naquela região hoje?

Essa parte trouxe outra surpresa. Os pesquisadores mediram estruturas preservadas, incluindo asas, e compararam suas formas com diferentes grupos modernos. Os resultados não combinaram bem com a subespécie local da região.

A comparação ficou assim:

Evidência Resultado Leitura
Abelha local A. m. syriaca As medidas dos restos não combinaram com a subespécie local esperada. Descartada
Abelha anatólica A. m. anatoliaca Foi o grupo moderno mais compatível com os vestígios analisados. Compatível
Origem Hipóteses dos autores A distribuição antiga pode ter sido diferente ou as abelhas podem ter sido trazidas de outra região. Em aberto

O que essas colmeias revelam sobre a apicultura de três milênios atrás?

Os vestígios mostram que criar abelhas já podia ser uma atividade planejada e feita em grande escala. A pesquisa da Universidade Hebraica de Jerusalém trata o conjunto como evidência direta de apicultura organizada no vale do Jordão.

As colmeias de barro preservaram algo ainda mais raro: partes dos próprios animais que viveram nelas. Isso permitiu confirmar a função das estruturas e investigar até que tipo de abelha era mantido ali, transformando uma fileira de cilindros antigos em um retrato detalhado de uma produção urbana de três mil anos.

💡 Curiosidade A análise das antigas abelhas levantou a possibilidade de que moradores de Tel Rehov já transportassem colônias de outras regiões para manter uma criação mais adequada ao apiário.
Tags: abelhasapicultura antigaarqueologiaTel Rehov

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.