Em banheiros que já parecem saídos do futuro, o papel higiênico começa a perder espaço para vasos que lavam com água e secam com ar. Os smart toilets, comuns no imaginário ligado ao Japão, estão chegando a outros mercados e reúnem higiene, sensores e automação no próprio vaso.
O que são os smart toilets que estão chegando aos banheiros?
Os smart toilets são vasos sanitários com recursos eletrônicos integrados. A principal diferença está no jato de água para higiene íntima, solução parecida com a encontrada há décadas em vasos japoneses do tipo Washlet.
Essa tecnologia já aparece fora do Japão. A Roca, por exemplo, comercializa uma linha de vasos inteligentes com lavagem, secagem, sensores e outras funções incorporadas ao equipamento.

Quais funções fazem o papel higiênico perder espaço?
O papel deixa de ser o único recurso porque o vaso passa a cuidar de etapas que antes eram feitas manualmente. Nos modelos mais completos, a pessoa consegue terminar praticamente todo o processo sem precisar recorrer ao rolo.
As funções mais importantes são estas:
Como muda a experiência de usar o banheiro?
Boa parte do apelo está na personalização. Na In-Wash da Roca, a posição do jato, a pressão e a temperatura da água podem ser ajustadas, enquanto a secagem com ar quente também oferece níveis diferentes.
Assim, o vaso deixa de depender apenas de uma descarga e passa a executar várias tarefas ligadas ao uso diário.
Entre as funções encontradas nesses equipamentos estão:
- Lavagem íntima acionada por botão ou controle.
- Ajuste da intensidade e da temperatura da água.
- Secagem com ar quente depois da lavagem.
- Sensor que reconhece quando alguém está sentado.
- Abertura e fechamento automáticos em versões mais completas.
- Controle de algumas funções pelo celular em modelos conectados.
O último recurso já aparece em equipamentos como o In-Wash Insignia, que permite configurar funções pelo aplicativo e ainda acompanhar informações relacionadas ao consumo de água.

Por que essa tendência também é ligada à sustentabilidade?
O argumento ambiental começa pela redução do papel. Quando a lavagem é feita com água e o próprio vaso também seca, diminui a necessidade de usar várias folhas a cada ida ao banheiro.
Isso não quer dizer que um smart toilet tenha impacto ambiental zero. Ele continua usando água e, nos modelos eletrônicos, energia. A diferença está na forma como cada recurso entra na rotina.
A comparação fica mais clara assim:
| Recurso | Vaso convencional | Smart toilet |
|---|---|---|
| Higiene Depois do uso | Normalmente depende de papel ou ducha separada | Jato integrado |
| Secagem Após a lavagem | Feita de forma separada | Pode usar ar |
| Uso de papel Consumo diário | Continua como recurso principal em muitos banheiros | Pode reduzir |
| Automação Funções do vaso | Operação basicamente manual | Sensores e app |
O papel higiênico realmente vai desaparecer em 2026?
Os smart toilets colocam o papel em segundo plano, principalmente nos modelos que combinam lavagem e secagem. Isso explica o tom de despedida usado para falar da tendência em 2026, mas não significa que os rolos desapareceram dos banheiros de uma hora para outra.
A mudança mais concreta está no próprio vaso. Funções que antes exigiam bidê, papel e ações separadas passam a acontecer no mesmo equipamento. Com sensores, jato regulável, secador e conexão digital, o banheiro japonês que parecia futurista começa a virar uma opção disponível em outros mercados.




