Universidade pública paga? Veja como 5 países financiam o ensino superior
Dos modelos gratuitos na Europa aos sistemas de empréstimo nos EUA; conheça as diferentes formas de custear uma graduação ao redor do mundo
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O debate sobre a gratuidade do ensino superior público ganha força periodicamente no Brasil, impulsionado por propostas como a feita em 2023 pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, de cobrar mensalidades de estudantes com alta renda. A ideia gerou reações, mas a discussão sobre como financiar a educação de nível superior não é uma exclusividade brasileira.
Pelo mundo, diversos países adotam modelos que vão desde a isenção total de taxas até sistemas complexos de empréstimos e financiamento privado. Conhecer essas alternativas ajuda a entender os caminhos possíveis e os desafios de cada um. Veja como funciona o custeio em cinco nações.
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Alemanha: o país é uma referência em ensino superior gratuito. Na maioria das universidades públicas, não há cobrança de mensalidades para estudantes alemães ou internacionais. Uma exceção notável é o estado de Baden-Württemberg, que cobra taxas de aproximadamente 1.500 euros por semestre de estudantes de fora da União Europeia. No geral, o sistema é financiado por impostos, e os alunos arcam apenas com uma taxa administrativa semestral, que geralmente cobre transporte público e serviços estudantis.
Estados Unidos: o modelo norte-americano é o oposto. Mesmo as universidades públicas possuem anuidades elevadas, que podem variar de US$ 10.000 a mais de US$ 40.000 por ano. O financiamento depende fortemente de mensalidades, doações e, no caso das públicas, de verbas estaduais. Por isso, a cultura do empréstimo estudantil é generalizada, gerando um alto nível de endividamento entre os formados.
Reino Unido: o sistema varia entre os países que o compõem. Na Inglaterra, as universidades podem cobrar taxas anuais elevadas, enquanto a Escócia, por exemplo, oferece ensino gratuito para seus residentes. Para custear os estudos, o governo oferece empréstimos que cobrem o valor dos cursos. O pagamento da dívida só começa quando o profissional atinge uma faixa de renda mínima estabelecida, com parcelas descontadas diretamente do salário.
França: o ensino superior público é altamente subsidiado pelo Estado, o que torna as taxas anuais bastante acessíveis para estudantes franceses e da União Europeia, geralmente na casa dos 170 euros para graduação e 243 euros para mestrado. Os valores são simbólicos quando comparados aos praticados nos Estados Unidos ou Reino Unido, embora sejam mais altos para estudantes não-europeus. O financiamento vem principalmente de recursos públicos, garantindo um acesso amplo à graduação.
Austrália: o país adota um modelo híbrido. Os estudantes contribuem com parte dos custos do curso, mas o governo oferece um sistema de empréstimo chamado HECS-HELP. De forma semelhante ao Reino Unido, o graduado só começa a pagar a dívida quando seu salário atinge um patamar mínimo definido anualmente pelo governo. O valor é descontado automaticamente através do sistema tributário, de forma proporcional aos ganhos.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.