Prouni, Fies e Sisu: entenda de vez a diferença entre os programas
A sopa de letrinhas do governo federal pode confundir os estudantes; veja um guia rápido que explica o objetivo e o público de cada um dos programas
compartilhe
SIGA
Com o período de inscrições para o Programa Universidade para Todos aberto, muitos estudantes ficam em dúvida sobre as diferenças entre os principais programas do governo federal para acesso ao ensino superior. Sisu, Prouni e Fies podem parecer siglas complicadas, mas cada um tem um objetivo bem definido, atendendo a públicos distintos.
Entender como cada um funciona é o primeiro passo para escolher o caminho certo para a sua formação. Enquanto um oferece vagas em instituições públicas, os outros dois focam em faculdades particulares, mas com modelos de apoio completamente diferentes. A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é o critério comum que conecta os três processos seletivos.
Leia Mais
Sisu: a porta de entrada para universidades públicas
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o caminho para quem deseja estudar em uma instituição pública, como universidades e institutos federais. O programa utiliza a nota do Enem para classificar os candidatos em vagas de graduação presenciais. Não há critérios de renda, e a concorrência é baseada apenas no desempenho do estudante no exame.
O processo acontece duas vezes por ano, no início de cada semestre letivo. Os candidatos escolhem até duas opções de curso e acompanham as notas de corte, que mudam diariamente. Quem é aprovado pelo Sisu garante uma vaga em uma instituição gratuita, sem precisar pagar mensalidades ao longo do curso.
Prouni: bolsas de estudo em faculdades particulares
O Programa Universidade para Todos (Prouni), que também ocorre duas vezes ao ano, é voltado para quem busca uma bolsa de estudos em uma faculdade particular. As bolsas podem ser integrais (100%), para candidatos com renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa, ou parciais (50%), para renda de até 3 salários mínimos por pessoa. Para concorrer, é preciso ter participado de uma das duas últimas edições do Enem e obtido nota mínima de 450 pontos na média das provas, sem ter zerado a redação.
Além da nota e da renda, o programa exige que o estudante tenha cursado o ensino médio completo em escola pública ou como bolsista integral em escola particular. Diferente de um financiamento, o valor da bolsa não precisa ser devolvido ao governo após a formatura.
Fies: o financiamento para pagar a mensalidade
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) funciona como um empréstimo para custear as mensalidades de cursos em instituições privadas. O estudante selecionado começa a pagar o financiamento somente após a conclusão do curso, com condições vantajosas. As taxas de juros podem chegar a zero para estudantes com menor renda (modalidade Fies), enquanto outras opções (P-Fies) são contratadas com bancos privados com juros que variam.
Assim como os outros programas, o Fies exige a participação no Enem para a inscrição. O candidato precisa ter obtido uma média igual ou superior a 450 pontos e nota acima de zero na redação. É uma alternativa para quem não consegue uma bolsa do Prouni, mas precisa de ajuda financeira para arcar com os custos da graduação.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.