Nesta edição, o Desafio Liga Jovem passa por mudanças e passa a funcionar como uma Olimpíada de Empreendedorismo na Escola - (crédito: Reprodução: Pexels)
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Estudantes do 8º e 9º ano do ensino fundamental, do ensino médio e de educação profissional já podem se inscrever na 4ª edição do Desafio Liga Jovem, competição nacional de empreendedorismo social promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em Minas Gerais, o lançamento presencial da iniciativa ocorre até amanhã (13/3). Uma equipe do programa vai percorrer as escolas do estado para apresentar as novidades da edição, esclarecer dúvidas e incentivar a participação de alunos e educadores.
A competição é considerada a maior do país voltada ao empreendedorismo social nas escolas e busca estimular jovens a desenvolver soluções inovadoras para desafios presentes no ambiente escolar ou na comunidade. Para participar, é necessário formar equipes de dois a cinco estudantes da mesma instituição e contar com a orientação de um profissional da educação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online.
Nesta edição, o Desafio Liga Jovem vem com mudanças e passa a funcionar como uma Olimpíada de Empreendedorismo na escola. Uma das principais alterações é que a competição será direcionada exclusivamente ao ambiente escolar, deixando de incluir a categoria de ensino superior, que será contemplada em outra iniciativa do Sebrae.
Com isso, o desafio passa a contar com três categorias: ensino fundamental (8º e 9º ano), ensino médio e educação profissional, voltada a cursos técnicos e profissionalizantes. As equipes terão acesso a conteúdos formativos mais aprofundados e deverão apresentar as suas ideias tanto em formato escrito quanto por meio de um vídeo-pitch.
Em Minas Gerais, o interesse pela competição tem crescido. Em 2025, o estado superou a marca de quatro mil inscritos. Estudantes das cidades de Andrelândia, Contagem e Cachoeira da Prata chegaram à fase final em diferentes categorias do desafio.
De acordo com a gerente de Educação Empreendedora do Sebrae Minas, Fabiana Pinho, a iniciativa contribui para estimular habilidades importantes entre os jovens. Segundo ela, o programa incentiva competências como criatividade, iniciativa e trabalho em equipe, além de estimular os estudantes a assumirem o protagonismo na busca por soluções para problemas do cotidiano.
A proposta do desafio é que os participantes desenvolvam projetos com impacto social, utilizando a tecnologia como aliada, seja de forma digital ou analógica. Entre as possibilidades estão a criação de aplicativos, jogos, plataformas digitais, produtos físicos inovadores ou metodologias voltadas para sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida nas comunidades.
Premiação
A competição prevê mais de R$ 600 mil em premiações, incluindo equipamentos eletrônicos, vales-compra, viagens e experiências educacionais. As equipes vencedoras também participarão de uma missão internacional prevista para 2027.
Entre os prêmios da etapa final estão viagem internacional para as equipes vencedoras de cada categoria, notebooks para o segundo lugar e celulares para o terceiro lugar e menções honrosas. Os professores orientadores também são contemplados com as premiações.
O Desafio Liga Jovem é dividido em diferentes fases. Na primeira etapa, os estudantes realizam a inscrição e formam suas equipes com o apoio de um professor orientador.
Em seguida, os participantes podem optar por integrar o Mobiliza, uma campanha de engajamento com desafios criativos que distribui mais de R$ 50 mil em prêmios. Essa fase é opcional e não interfere na competição principal.
Depois disso, as equipes passam por uma trilha formativa online, com conteúdos oferecidos pelo Sebrae para apoiar o desenvolvimento dos projetos. Ao final da etapa, os estudantes entregam a proposta por escrito e um vídeo-pitch apresentando a ideia.
Na fase estadual, os melhores projetos de cada estado são apresentados ao vivo, em formato online, para uma banca avaliadora. As equipes classificadas em primeiro lugar avançam para a etapa nacional e participam de uma missão em uma capital brasileira reconhecida pelo ecossistema de inovação.
A competição é encerrada com a final nacional, quando os estudantes participam de uma imersão em tecnologia, inovação e empreendedorismo antes de apresentarem seus projetos presencialmente para a banca final.